Nova lua para Plutão | AGÊNCIA FAPESP

Telescópio espacial Hubble descobre quarta lua de Plutão – a menor de todas, com diâmetro estimado entre 13 e 34 quilômetros (Foto: Nasa)

Nova lua para Plutão

25 de julho de 2011

Agência FAPESP – Utilizando o telescópio espacial Hubble, da Nasa, a agência espacial norte-americana, um grupo de astrônomos descobriu uma quarta lua na órbita de Plutão. O pequeno satélite, provisoriamente denominado P4, foi observado em uma inspeção do Hubble em busca de anéis em torno do planeta anão.

A nova lua é a menor já descoberta na órbita de Plutão. Estima-se que seu diâmetro tenha entre 13 e 34 quilômetros. A maior lua de Plutão, Caronte, tem pouco mais de mil quilômetros de diâmetro. As outras luas, Nix e Hydra, têm diâmetros que vão de 32 a 113 quilômetros.

“É notável q ue as câmeras do Hubble nos tenham permitido observar um objeto tão pequeno, tão claramente, a uma distância de mais de cinco bilhões de quilômetros”, disse o líder deste programa de observações do Hubble, Mark Showalter, do Instituto SETI, sediado em Mountain View, na Califórnia (Estados Unidos).

A descoberta é resultado de um trabalho de apoio à missão Novos Horizontes, da Nasa, que tem um voo através do sistema de Plutão programado para 2015. A missão foi projetada para fornecer novas informações sobre mundos no limite do Sistema Solar.

De acordo com a Nasa, o mapeamento da superfície de Plutão e a descoberta de seus satélites pelo Hubble têm sido de um valor inestimável para o planejamento da missão Novos Horizontes.

“Essa é uma descoberta fantástica”, disse o pesquisador principal da Novos Horizontes, Alan Stern, do Instituto de Pesquisa Southwest, em Boulder, no Colorado (Estados Unidos). "Agora que há outra lua no sistema de Plutão, podemos planejar observações de curta distância durante nossa missão”, afirmou.

A nova lua está localizada entre as órbitas de Nix e de Hydra, que foi descoberta pelo Hubble em 2005. Charon foi descoberta em 1978 pelo Observatório Naval, nos Estados Unidos e confirmada pela primeira vez como um corpo separado de Plutão em 1990, pelo Hubble.

Acredita-se que todo o sistema de luas de Plutão tenha se formado, durante a história do Sistema Solar, a partir de uma colisão entre o planeta-anão e outro corpo das dimensões de um planeta. O material expelido pela colisão teria formado, por coalescência, a família de satélites observada atualmente em torno de Plutão.

Rochas lunares trazidas para a Terra nas missões Apolo levaram à teoria de que a Lua foi produto de uma colisão semelhante entre a Terra e um corpo de dimensões semelhantes à de Marte, há cerca de 4,4 bilhões de anos.

Os cientistas acreditam que materiais expelidos das luas de Plutão por impactos de micrometeoritos podem ter formado anéis em torno do planeta-anão, mas as fotos do Hubble não foram capazes de detectá-los até agora.

“Essa observação surpreendente nos dá uma poderosa amostra da capacidade do Hubble, como um observatório astronômico de objetivos gerais, para fazer descobertas tão surpreendentes como inesperadas”, disse Jon Morse, diretor da Divisão de Astrofísica da sede da Nasa em Washington.

Mais informações e inscrições: www.nasa.gov/hubble
 

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