Brasil rivaliza com China em ranking da base de dados ResearcherID | AGÊNCIA FAPESP

País disputa com a nação asiática o segundo lugar em número de pesquisadores cadastrados em serviço mantido pela Thomson Reuters

Brasil rivaliza com China em ranking da base de dados ResearcherID

07 de maio de 2013

Por José Tadeu Arantes

Agência FAPESP – O Brasil e a China disputam a segunda posição no ranking dos países com mais pesquisadores cadastrados na base de dados ResearcherID, mantida pela empresa provedora de informação Thomson Reuters, com sede em Nova York. No dia 2 de maio de 2013, os números das três nações mais bem posicionadas eram os seguintes: Estados Unidos, 46.807; Brasil, 27.302; China, 25.139. Mas a posição relativa dos brasileiros e chineses varia conforme a data, de acordo com a adesão diária dos pesquisadores ao banco de dados.

“O ResearcherID pode ser comparado ao Currículo Lattes, com a diferença de ser uma plataforma internacional”, disse Deborah Dias, responsável por Treinamento e Suporte da Thomson Reuters no Brasil. “Seu objetivo é promover a troca de informações em uma comunidade internacional de pesquisadores.”

Ao se cadastrar, cada pesquisador recebe um número, que é único: seu ID. E, preenchendo os campos disponíveis, cria o seu perfil, com informações sobre formação acadêmica, instituições às quais se filia, artigos publicados, participação em congressos, palavras-chave relacionadas com sua pesquisa, entre outros. A seu critério, essas informações podem ser disponibilizadas para o público em geral ou mantidas em ambiente computacional reservado.

“A partir das informações iniciais, a base de dados oferece várias funcionalidades, como, por exemplo, uma atualização periódica do número de citações recebidas pelos artigos daquele pesquisador indexados na base Web of Science [índice de citações on-line também mantido pela Thomson Reuters]; o gráfico da distribuição das citações por ano; o mapa da distribuição das citações por países; o ‘índice h’, que quantifica a produtividade e o impacto do trabalho do pesquisador com base na citação de seus artigos etc.”, informou Dias.

Quando os pesquisadores se empenham em alimentar seu perfil com o máximo de informações corretas, o ResearcherID se torna uma ferramenta útil e dinâmica que possibilita, por exemplo, que um pesquisador em bioinformática do Brasil saiba o que fazem seus colegas da Austrália, da França ou da Índia. E vice-versa. Alguns, no entanto, se limitam a cumprir uma exigência burocrática, fazendo o cadastramento, recebendo o ID e deixando o perfil desabastecido.

O portal pode ser acessado em http://www.researcherid.com/Home.action.

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