Produzido e dirigido por cineastas do povo Pataxó formados em oficinas de cinema no sul da Bahia, Naô Xohã transita entre o documental e o ficcional
Produzido e dirigido por cineastas do povo Pataxó formados em oficinas de cinema no sul da Bahia, Naô Xohã transita entre o documental e o ficcional
Agência FAPESP – O Centro Cultural da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos vai exibir na próxima terça-feira (09/06), às 19 horas, o filme Naô Xohã (Espírito Guerreiro), produzido e dirigido por cineastas do povo Pataxó.
O longa-metragem mostra a resistência da Aldeia Naô Xohã após o rompimento da barragem de Brumadinho em 2019, em Minas Gerais, que contaminou o rio Paraopeba e resultou em graves impactos ambientais e sociais. Após a sessão, haverá um debate aberto ao público com os diretores e cineastas Ramon Rafael e Xohãhi Pataxó, formados em oficinas de cinema do Núcleo de Pesquisa, Mídias e Arte (Nupomar), em Eunápolis, no sul da Bahia.
O filme transita entre o documental e o ficcional para acompanhar a jornada de um jovem comunicador indígena que, ao registrar sua realidade, se vê atravessado pela espiritualidade, pela força de seu território e pelas memórias vivas de seu povo.
Gratuito e sem necessidade de inscrição prévia, o evento integra o Ciclo ACT>, uma série de palestras mensais organizada pelo Grupo de Pesquisa Arte Ciência Tecnologia do Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP Polo São Carlos), em coprodução com o Centro Cultural da USP. Em 2026, o ciclo debate os impactos do neoextrativismo na América Latina.
O filme será exibido no Auditório do Centro Cultural USP São Carlos, av. Dr. Carlos Botelho, 1.465, Centro, São Carlos (SP).
Mais informações: sc.iea.usp.br/naoxoha.
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