Marie-Hélène Tiercelin Santos durante a abertura do Seminário Internacional “Milton Santos 100 anos: um geógrafo do século 21”, realizado esta semana na USP (foto: Daniel Antônio/Agência FAPESP)

O papel da FAPESP
Um depoimento de Marie-Hélène Tiercelin Santos
08 de maio de 2026

A esposa de Milton Santos e mãe de seu segundo filho, Rafael, fala da importância do apoio da Fundação para o trabalho desenvolvido pelo marido na USP

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08 de maio de 2026

Marie-Hélène Tiercelin Santos durante a abertura do Seminário Internacional “Milton Santos 100 anos: um geógrafo do século 21”, realizado esta semana na USP (foto: Daniel Antônio/Agência FAPESP)

 

Agência FAPESP – Marie-Hélène Tiercelin Santos, esposa e mãe de seu segundo filho, Rafael, foi companheira de Milton Santos até o final da vida. Geógrafa, nascida na Argélia, mas de cultura francesa, Marie-Hélène foi aluna de Milton quando ele lecionou em Bordeaux, durante exílio na França. Mais tarde, eles se casaram em Porto Príncipe, no Haiti, em 1972.

Sobre a relação de Marie-Hélène com Milton, a pesquisadora Maria Auxiliadora da Silva, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), escreveu no artigo Milton Santos – alguns aspectos de sua vida e obra: “Marie-Hélène foi um marco em sua vida pessoal e intelectual. Proporcionou-lhe, no ambiente de trabalho, a paz, a tranquilidade e o equilíbrio necessários ao seu mister de grande pensador. E, sendo geógrafa, trocava com ele ideias de trabalho, além de ter feito as traduções de vários de seus livros. Observa-se que a fase de grande produção intelectual de Milton começou no início de 1970, com Marie-Hélène”.

Para esta edição especial comemorativa do centenário de Milton Santos, Marie-Hélène escreveu este pequeno depoimento, falando sobre o relacionamento do autor com a FAPESP:

“Sei perfeitamente da importância dessa agência de financiamento à pesquisa – a FAPESP – no trabalho de meu marido. Posso dizer que os projetos financiados pela FAPESP lhe permitiram trabalhar, na Universidade de São Paulo, com uma equipe de estudantes e colaboradores de uma maneira extremamente dinâmica. O pensamento dele estava sempre em movimento, começando de maneira intuitiva, e não com certezas preestabelecidas. Ele apresentava essas ideias fundamentais à sua equipe, que participava com pesquisas e discutia as ideias. Estruturava, em mais um passo, nas aulas, quando podia também ter retornos do seu público universitário. E, depois, dava a forma mais acabada de um artigo, uma conferência ou um livro de tamanho pequeno, que, por sua vez e no final da vida, deram o livro fundamental A natureza do espaço [EdUSP, 1996]”.

 


Foi aluna de Milton quando ele lecionou em Bordeaux, durante exílio na França (foto: acervo da família)

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