Nasa apresenta telescópio que deverá substituir o Hubble. Com espelho de 6,5 metros, o observatório James Webb custará US$ 4,5 bilhões e ficará a 1,5 milhão de quilômetros da Terra para ajudar a desvendar mistérios da origem do Universo (Nasa)
Nasa apresenta telescópio que deverá substituir o Hubble. Com espelho de 6,5 metros, o observatório James Webb custará US$ 4,5 bilhões e ficará a 1,5 milhão de quilômetros da Terra para ajudar a desvendar mistérios da origem do Universo
Nasa apresenta telescópio que deverá substituir o Hubble. Com espelho de 6,5 metros, o observatório James Webb custará US$ 4,5 bilhões e ficará a 1,5 milhão de quilômetros da Terra para ajudar a desvendar mistérios da origem do Universo
Nasa apresenta telescópio que deverá substituir o Hubble. Com espelho de 6,5 metros, o observatório James Webb custará US$ 4,5 bilhões e ficará a 1,5 milhão de quilômetros da Terra para ajudar a desvendar mistérios da origem do Universo (Nasa)
O lançamento do novo telescópio, equipado com espelho hexagonal de 6,5 metros – quase três vezes maior do que o do Hubble –, foi agendado para junho de 2013. A Nasa apresentou um modelo do equipamento, que ficará exposto no Museu Nacional de Ar e Espaço do Instituto Smithsoniano, em Washington.
O JWST tem custo estimado em US$ 4,5 bilhões e ficará em uma órbita particular a 1,5 milhão de quilômetros da Terra – a Lua está a pouco mais de 340 mil quilômetros. O telescópio ficará no Ponto de Lagrange 2, uma área gravitacional que fica no eixo alinhado entre o Sol e a Terra. Será protegido da luz solar por um escudo que permitirá que se mantenha frio, aumentando sua sensibilidade à radiação infravermelha.
O telescópio medirá 24 metros de largura por 12 metros de altura. Além dos espelhos hexagonais, terá câmeras de infravermelho e espectrógrafos. Três instrumentos principais captarão imagens na região infravermelha do espectro luminoso.
Lançado em 1990, o Hubble enviou à Terra imagens inéditas do Sistema Solar, de estrelas distantes e de galáxias formadas logo após o Big Bang. Os cientistas da Nasa estimam que o JWST será capaz de investigar o espaço muito mais profundamente e até mesmo observar o próprio nascimento do Universo.
Quando estiver pronto, o JWST será lançado pelo foguete europeu Ariane 5 e deverá ter uma vida útil de dez anos. O telescópio é o primeiro de uma nova geração de observatórios espaciais feitos para órbitas a mais de 1 milhão de quilômetros da Terra.
Com alcance maior do que todas as observações feitas até hoje, a nova geração deverá, segundo a Nasa, coletar dados de planetas fora do Sistema Solar, investigando eventual existência de vida.
Os custos de US$ 4,5 bilhões incluem desenvolvimento, lançamento e operação. O Hubble, segundo a Nasa, custou entre US$ 7 e US$ 8 bilhões. De acordo com agência, o futuro do Hubble está em discussão, pois precisa de missões tripuladas de manutenção para continuar as operações.
O JWST não precisará de intervenções de astronautas como o Hubble, uma vez que está sendo desenhado de modo que uma futura espaçonave possa se acoplar a ele para tentar corrigir problemas simples.
O nome do observatório espacial é homenagem a James Edwin Webb (1906-1992), administrador da Nasa de 1961 a 1968, durante os programas Mercury, Gemini e Apolo, que culminou com a conquista da Lua em 1969.
Mais informações: www.jwst.nasa.gov
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