Tecnologia permite reaproveitar metais pesados presentes em lâmpadas fluorescentes, evitando contaminação do solo e água

Solução brilhante
21 de junho de 2006

Tecnologia desenvolvida por empresa incubada no Cietec/USP permite reaproveitar metais pesados presentes em lâmpadas fluorescentes, evitando contaminação do solo e água

Solução brilhante

Tecnologia desenvolvida por empresa incubada no Cietec/USP permite reaproveitar metais pesados presentes em lâmpadas fluorescentes, evitando contaminação do solo e água

21 de junho de 2006

Tecnologia permite reaproveitar metais pesados presentes em lâmpadas fluorescentes, evitando contaminação do solo e água

 

Por Thiago Romero

Agência FAPESP - No Brasil são consumidos em média 100 milhões de lâmpadas fluorescentes por ano. Desse total, 94% são descartadas em aterros sanitários sem nenhum tipo de tratamento, contaminando o solo e a água com metais pesados.

Para minimizar o impacto ambiental, a Tramppo Recicla Lâmpadas, empresa do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu um sistema que recupera os componentes presentes nas lâmpadas, reaproveitando mais de 98% da matéria-prima utilizada na fabricação.

Por meio de um sistema de vácuo associado a alta temperatura, o equipamento separa o mercúrio, metal tóxico com alto risco de contaminação, de outros elementos, como cobre, pó fosfórico, vidro e alumínio.

"A máquina descontamina a lâmpada fluorescente com a extração do mercúrio e possibilita a reciclagem dos outros materiais pela indústria. O lixo é transformado novamente em matéria-prima", explica Gilvan Xavier Araújo, diretor da Tramppo, à Agência FAPESP.

O trabalho de pesquisa que deu origem à solução, intitulado Descarte adequado de fluorescentes que contenham mercúrio, teve apoio da FAPESP no âmbito do Programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE). A engenheira química Atsuko Kumagai Nakazone, da Tramppo, foi a pesquisadora responsável pelos testes com o equipamento.

Araújo aponta que a reutilização do mercúrio representa uma grande economia ao país. "Praticamente todo o volume de mercúrio consumido atualmente no Brasil é importado da Espanha, do México, da Rússia e de outros locais", disse.

A Tramppo já iniciou as atividades comerciais da tecnologia pelo processo conhecido como logística reversa, por meio do qual a empresa vende lâmpadas novas para o cliente a preço de custo e recolhe as usadas para reciclagem. "Desse modo, conseguimos focar o trabalho na venda de matéria-prima para as indústrias que produzem lâmpadas. Isso gera uma sustentabilidade ambiental e econômica em todo o processo", afirma Araújo.

O projeto ganhou certificado do Programa New Ventures Brasil, na categoria Modelo de Negócios em Desenvolvimento Sustentável. O objetivo do programa, iniciativa da World Resources Institute (WRI), sediada na Faculdade Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, é fomentar o desenvolvimento mercadológico de empreendimentos sustentáveis.

Mais informações: www.tramppo.com.br.


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