Clássico da antropologia brasileira é reeditado 30 anos depois

Rondônia é reeditado
27 de junho de 2006

Esgotado há mais de 30 anos, clássico das ciências sociais escrito pelo polivalente Edgard Roquette-Pinto é resultado de expedição antropológica pela Serra Norte, na Amazônia, em 1912

Rondônia é reeditado

Esgotado há mais de 30 anos, clássico das ciências sociais escrito pelo polivalente Edgard Roquette-Pinto é resultado de expedição antropológica pela Serra Norte, na Amazônia, em 1912

27 de junho de 2006

Clássico da antropologia brasileira é reeditado 30 anos depois

 

Agência FAPESP - Se Os Sertões, de Euclides da Cunha, ajudou a desvendar um pouco mais do Brasil aos próprios brasileiros, o livro Rondônia: anthropologia – ethnographia, escrito por Edgard Roquette-Pinto, teve papel similar entre os cientistas sociais.

Conhecido do grande público por ter fundado a primeira rádio do país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 1923, Roquette-Pinto (1884-1954) também foi antropólogo e médico. Em 1912, a convite do Marechal Cândido Rondon, liderou uma expedição científica pela Serra Norte, região hoje situada entre os estados de Mato Grosso e Rondônia.

Ao todo, foram quatro meses de viagem e 1,3 mil quilômetros percorridos. Na volta, resolveu transcrever seu caderno de campo e editá-lo em forma de livro, que seria publicado pela primeira vez em 1917. A obra reflete as posições do cientista social sobre um pedaço do Brasil que, na época, ainda era bastante intocado.

Roquette-Pinto apresentou diversas informações sobre as tribos indígenas visitadas durante a expedição. Plumária, cerâmica, cestas, instrumentos musicais e até enfermidades como leishmaniose, malária, sífilis e lepra foram itens abordados.

A sétima edição de Rondônia, estado que oficialmente surgiu apenas em 1943, com a oficialização do território de Guaporé, é um lançamento conjunto da Academia Brasileira de Letras – o autor ocupou a cadeira de número 17 da instituição – e da Editora Fiocruz. Além de fotos e ilustrações originais, o lançamento traz o fac-símile da primeira versão, de 1917.

Mais informações: www2.fiocruz.br/editora_fiocruz


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