Robô para limpeza de dutos do pré-sal vence Prêmio ANP de Inovação Tecnológica | AGÊNCIA FAPESP

Robô para limpeza de dutos do pré-sal vence Prêmio ANP de Inovação Tecnológica Parte da tecnologia está sendo desenvolvida pela USP de São Carlos, com apoio do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria

Robô para limpeza de dutos do pré-sal vence Prêmio ANP de Inovação Tecnológica

05 de janeiro de 2022

Agência FAPESP * – A união de esforços de várias equipes e instituições de ensino e pesquisa possibilitou a criação do robô Annelida, que ajudará a Petrobras a reduzir perdas estimadas em bilhões de reais na substituição de dutos danificados e em lucros cessantes decorrentes da operação.

O projeto foi vencedor do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2020, entregue em novembro de 2021, teve a participação de membros do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP e sediado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos (SP). Também teve a participação de pesquisadores do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Florianópolis (SC), do Senai de São Leopoldo (RS), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Petrobras.

Ele foi o melhor projeto na categoria 1, destinada a iniciativas desenvolvidas exclusivamente por instituição credenciada, em colaboração com empresa petrolífera, na área temática geral “Exploração e Produção de Petróleo e Gás”.

Quando em operação, o robô Annelida atuará desobstruindo os dutos de petróleo extraído do pré-sal. O composto é retirado do solo a uma temperatura de 60 a 70 graus Celsius, mas se resfria ao passar pelo oceano, em percurso de até sete quilômetros, podendo chegar à temperatura de 4 graus. Esse resfriamento faz com que o óleo se solidifique e libere hidratos e parafinas, que aderem à parede do duto (Para mais informações acesse https://www.youtube.com/watch?v=jQ_cvf6gIh8&t=27s).

A complexidade do projeto exigiu das instituições parceiras, somente na primeira fase, o desenvolvimento de 14 novas tecnologias, tais como sistemas de computação embarcada com falha segura, sistemas de lançamento para zonas classificadas por explosividade e de locomoção com autotravamento. Atualmente, o projeto está na fase 2, que prevê a realização de testes em campo.

“Cada uma dessas equipes trabalha em uma parte do desenvolvimento do robô. A nossa responsabilidade é garantir a confiabilidade do sistema (análise de risco), utilizando técnicas da engenharia, matemática aplicada e sobretudo, estatística”, explicou Francisco Louzada Neto, professor do ICMC-USP e um dos participantes do projeto, em entrevista para a Assessoria de Comunicação do CeMEAI.

*Com informações da Assessoria de Comunicação do CeMEAI.
 

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