Mosaico de capas da revista Pesquisa FAPESP

Prêmio
Revista Pesquisa FAPESP conquista o Prêmio José Reis de Divulgação Científica 2026

Premiação será entregue na 78ª Reunião Anual da SBPC, que debaterá os rumos da ciência brasileira diante dos desafios estratégicos nacionais

22 de julho de 2026
Prêmio
Revista Pesquisa FAPESP conquista o Prêmio José Reis de Divulgação Científica 2026

Premiação será entregue na 78ª Reunião Anual da SBPC, que debaterá os rumos da ciência brasileira diante dos desafios estratégicos nacionais

22 de julho de 2026

Mosaico de capas da revista Pesquisa FAPESP

 

Agência FAPESP – A revista Pesquisa FAPESP foi contemplada com o Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica, o mais prestigiado da área de jornalismo científico no Brasil. Em sua 46ª edição, a láurea, promovida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), foi concedida à publicação na categoria Instituição e Veículo de Comunicação.

A cerimônia de entrega ocorrerá durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que começa neste domingo, 26 de julho, e vai até 1º de agosto, no campus da Universidade Federal} Fluminense (UFF), em Niterói (RJ). Na categoria Jornalista em Ciência e Tecnologia, o vencedor foi Bernardo Esteves, repórter da revista piauí.

Em nota publicada no site do CNPq, a comissão julgadora do prêmio avaliou que “os trabalhos da revista [Pesquisa FAPESP] e do jornalista [Bernardo Esteves] auxiliam o público leigo a entender melhor o que cientistas fazem e a compreender como a ciência se aplica no dia a dia, além de informar especialistas sobre estudos desenvolvidos em diversas áreas do conhecimento”. Os vencedores são selecionados por um grupo de seis representantes da comunidade científica, mediante inscrição dos concorrentes.

A revista Pesquisa FAPESP é publicada e financiada integralmente pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) desde 1999, como parte de seu compromisso com a difusão e popularização da ciência. A própria Fundação já foi contemplada com o Prêmio José Reis, em 2000, também na categoria Instituição e Veículo de Comunicação, em reconhecimento do seu esforço de divulgação científica. Em 2020, o então editor de Ciências da Terra da revista, Carlos Fioravanti, também foi premiado, individualmente, na categoria Jornalista em Ciência e Tecnologia.

Legado e compromisso

A história da publicação começa em agosto de 1995, com o lançamento do boletim mensal Notícias FAPESP, que quatro anos mais tarde daria origem à revista. Desde a sua primeira edição, em outubro de 1999, a Pesquisa FAPESP consolidou-se como um veículo nacional especializado em dar visibilidade ao impacto social, intelectual e econômico da ciência feita no Brasil, em todas as áreas do conhecimento.

Com acesso aberto, a revista expandiu gradualmente sua atuação para uma rede multiplataforma que inclui podcasts, vídeos, newsletters e edições especiais em inglês, francês e espanhol. As edições impressas têm cerca de 5 mil assinantes pagantes e são distribuídas gratuitamente para cerca de 5 mil escolas, bibliotecas e outras instituições de interesse público do Estado de São Paulo. O reconhecimento deste ano soma-se a um histórico de mais de 30 prêmios nacionais e internacionais, reafirmando o compromisso da revista com o rigor jornalístico e a popularização do conhecimento.

Todo o conteúdo da revista pode ser acessado gratuitamente pelo site e pelas redes sociais da publicação.

A revista reúne quase 600 mil seguidores e inscritos, em diversas plataformas: 193 mil no Facebook, 165 mil no Instagram, 115 mil no YouTube, 94,3 mil no X e 27 mil no Threads. Essa presença amplia a distribuição do conteúdo jornalístico da revista e permite alcançar públicos distintos por meio de reportagens, vídeos, podcasts e outros conteúdos produzidos especificamente para as plataformas digitais.


Capa da primeira edição do boletim Notícias FAPESP (1995); capa da primeira edição da revista Pesquisa FAPESP (1999); capa da edição impressa mais recente (junho 2026)

Nova fase

O ano de 2026 marca o início de uma nova etapa na história de sucesso de Pesquisa FAPESP, vinculada a um esforço de modernização e integração de todas as plataformas de comunicação da instituição. Além da revista, a Fundação abriga a Agência FAPESP, um serviço de notícias diárias sobre produção científica e oportunidades de pesquisa no Estado de São Paulo, com mais de 100 mil assinantes cadastrados; e o Pesquisa para Inovação (PPI), boletim jornalístico semanal sobre pesquisas realizadas por empresas paulistas, com apoio da FAPESP, para o desenvolvimento de novos produtos e processos, com cerca de 12 mil assinantes.

As mudanças buscam otimizar a aplicação de recursos humanos e financeiros; sincronizar processos editoriais e dinamizar a produção de conteúdos jornalísticos multimídia em todas essas plataformas – respeitando as características e finalidades distintas de cada veículo. O objetivo é ampliar ainda mais o alcance, a efetividade e a capilaridade da divulgação científica promovida pela Fundação.

“A exemplo do que já ocorre na imprensa e nas redações de outros veículos de comunicação da área de CT&I [ciência, tecnologia e inovação], a integração das equipes permitirá horizontalizar a produção de reportagens, customizando textos para diferentes mídias, como sites, redes sociais, vídeos, séries, podcasts, entre outros, e racionalizando trabalho e custos”, destacou uma nota oficial, divulgada pela FAPESP em fevereiro deste ano.

No caso específico de Pesquisa FAPESP, uma das principais mudanças foi a integração da Redação da revista, que antes operava em um prédio externo à FAPESP, à Gerência de Comunicação da Fundação, no início de maio. Sob nova direção, a revista passou a operar num modelo “digital first”, priorizando a publicação de conteúdos em formato digital. As edições impressas, brevemente interrompidas, deverão ser retomadas em setembro deste ano, com um novo projeto gráfico e editorial que está sendo elaborado com o intuito de tornar a revista mais atrativa ao público não acadêmico, sem renunciar ao rigor científico e jornalístico que sempre foi, e continuará sendo, uma marca registrada – e inegociável – da publicação.

A tiragem da revista impressa será ajustada de acordo com o número de assinantes pagantes. As assinaturas de cortesia concedidas a docentes e pós-graduandos apoiados pela FAPESP (cerca de 11.500 exemplares) serão descontinuadas, considerando que este público já tem acesso facilitado ao conteúdo digital; mas a revista continuará a ser enviada gratuitamente para mais de 5 mil escolas e bibliotecas do Estado de São Paulo.

“Para a FAPESP, o Prêmio José Reis de 2026 é motivo de orgulho e, sobretudo, de renovação de compromisso. A Pesquisa FAPESP chega a esta nova fase fortalecida pelo reconhecimento de sua trajetória e pelo desafio de ampliar, com linguagem acessível e rigor jornalístico, o diálogo entre a ciência, a tecnologia e a inovação produzidas por nossos cientistas e a sociedade, tornando o conhecimento científico cada vez mais próximo da vida das pessoas”, avalia o diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo (CTA) da FAPESP, Carlos Graeff.

As mudanças atendem a demandas levantadas pelo Conselho Superior da FAPESP, que desde 2023 vem reiterando a necessidade de se fazer uma reestruturação da revista, “em razão de seus elevados custos e dificuldades de gestão frente às restrições legais que regem a Fundação”, conforme destacado pelo CTA em março deste ano.

O novo projeto editorial da revista está sendo desenvolvido e implementado em colaboração com o Laboratório de Estudos Avançados de Jornalismo (LabJor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), consolidando Pesquisa FAPESP como um veículo de divulgação científica comprometido com os mais altos padrões de qualidade e ética jornalística.

Ciência e sociedade

Considerado o maior evento científico da América Latina, a Reunião Anual da SBPC é um espaço estratégico de encontro entre a academia e o público em geral, realizado ininterruptamente desde 1949. Sob o tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”, o encontro deste ano reunirá pesquisadores, estudantes, gestores públicos, representantes de movimentos sociais e instituições científicas para debater o papel do conhecimento científico na formulação de políticas públicas e na manutenção da democracia.

A programação abrange dezenas de conferências e mesas-redondas voltadas aos desafios do Brasil contemporâneo. Entre os destaques, estão debates sobre a integração da inteligência artificial no setor produtivo, a necessidade de financiamento sustentável para a pesquisa nacional e o uso da ciência como ferramenta estratégica de promoção da educação e da justiça social.

A programação completa da 78ª Reunião Anual da SBPC e mais informações sobre o evento estão disponíveis em: ra.sbpcnet.org.br/78RA/.

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