A FAPESP Week – London, entre 2 e 4 de junho, reunirá cientistas que desenvolvem pesquisas em áreas como transição energética, inteligência artificial, bioeconomia e museologia (foto: Daniel Antônio/Agência FAPESP)
Colaboração com instituições paulistas e pesquisas conjuntas foram assuntos de destaque na pauta
Colaboração com instituições paulistas e pesquisas conjuntas foram assuntos de destaque na pauta
A FAPESP Week – London, entre 2 e 4 de junho, reunirá cientistas que desenvolvem pesquisas em áreas como transição energética, inteligência artificial, bioeconomia e museologia (foto: Daniel Antônio/Agência FAPESP)
Helo Reinert | Agência FAPESP – Uma delegação da Queen Mary University of London (QMUL) composta por sete integrantes de diversas áreas do conhecimento visitou a FAPESP em 28 de abril para prospectar oportunidades de cooperação e destacar a importância das pesquisas colaborativas.
Craig Wheway, do escritório de parcerias internacionais e do núcleo de apoio a projetos da universidade britânica, comentou que a instituição, que se destaca na área de saúde de forma abrangente, tem interesse em aumentar o engajamento de pesquisadores brasileiros em projetos comuns. “Que conselho a FAPESP nos daria para que isso aconteça?”, perguntou.
O gerente da Assessoria de Relações Institucionais da Fundação, Raul Machado, disse que a interação dos pesquisadores da universidade estrangeira com seus pares nas instituições paulistas é primordial para o desenvolvimento e a submissão de propostas conjuntas. “Estabelecer o network é o melhor caminho para a obtenção de apoio”, afirmou. Machado acrescentou que as chamadas internacionais também estão abertas para a participação de pesquisadores estrangeiros em parceria com os paulistas.
As pesquisas colaborativas foram o segundo tema tratado na reunião. Doreen Montag, pesquisadora da área de política pública global da QMUL, comentou que a experiência de integrar as diferentes partes interessadas (stakeholders) no processo de concepção de projetos de pesquisa tem avançado. “O modelo prevê que coprodução esteja presente na elaboração de projetos e no ciclo completo da pesquisa: coleta de informações, análise dos dados e disseminação do conhecimento”, disse. De acordo com Montag, a literatura mostra que essa abordagem é mais sustentável e produz um impacto maior.
Para Ana Paula Yokosawa, gerente de Colaborações em Pesquisa da FAPESP, o encontro foi uma oportunidade de falar sobre um assunto que tem ganhado relevância na agenda das agências de fomento. Um dos tópicos em discussão é como avaliar projetos de pesquisa que podem reunir academia, governos, iniciativa privada e organizações não governamentais (ONGs). A FAPESP tem inovado nesse sentido em projetos como os Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) e o Programa de Pesquisa em Políticas Públicas (PPPs). “Essa é uma abordagem que ganha cada vez mais relevância”, afirmou Yokosawa.
Ao final da reunião, os pesquisadores do Reino Unido foram convidados a participar da FAPESP Week – London, que ocorrerá entre 2 e 4 de junho. O evento reunirá cientistas vinculados a universidades do Estado de São Paulo e do Reino Unido que desenvolvem pesquisas nas áreas de transição energética, inteligência artificial (IA) e data centers para a sociedade, biodiversidade, bioeconomia e economia circular, uso sustentável de recursos e museologia e herança cultural.
A Agência FAPESP licencia notícias via Creative Commons (CC-BY-NC-ND) para que possam ser republicadas gratuitamente e de forma simples por outros veículos digitais ou impressos. A Agência FAPESP deve ser creditada como a fonte do conteúdo que está sendo republicado e o nome do repórter (quando houver) deve ser atribuído. O uso do botão HMTL abaixo permite o atendimento a essas normas, detalhadas na Política de Republicação Digital FAPESP.