Livro de José Eli da Veiga, da FEA-USP, será lançado com mesa-redonda discutindo prós e contras de novos investimentos em energia nuclear no Brasil
Livro de José Eli da Veiga, da FEA-USP, será lançado com mesa-redonda discutindo prós e contras de novos investimentos em energia nuclear no Brasil
Agência FAPESP – A mesa-redonda Energia Nuclear: do Anátema ao Diálogo será realizada no dia 16 de março, em São Paulo.
Durante o evento, o físico José Goldemberg, do Instituto de Eletrotécnica e Energia da (IEE) da Universidade de São Paulo (USP), e o engenheiro Leonam dos Santos Guimarães, da Eletrobras Eletronuclear, discutirão prós e contras de novos investimentos em energia nuclear no Brasil.
A programação incluirá ainda o lançamento do livro Energia Nuclear: do Anátema ao Diálogo, de José Eli da Veiga, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), da USP, que coordenará a mesa-redonda.
O evento é uma iniciativa conjunta do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, do Núcleo de Economia Socioambiental (Nesa) da USP, da FEA-USP e da Editora Senac. O debate será transmitido ao vivo pela interne.
Goldemberg e Guimarães estão entre os autores dos textos selecionados por Veiga para discutir, no livro, vantagens e desvantagens de novos investimentos em usinas nucleares para a geração de energia elétrica no país.
Na opinião do professor Goldemberg, “não há razões para investir mais em energia nuclear no Brasil, a não ser para acompanhar os desenvolvimentos tecnológicos nessa área”. Ele considera que o país ainda tem amplas oportunidades de produzir energia elétrica a partir de fontes renováveis e não poluentes, como a energia hidrelétrica.
Guimarães, por sua vez, afirma que, para atingir o mínimo de consumo per capita de elericidade dos países desenvolvidos, o Brasil precisará explorar todo o potencial hidrelétrico, expandir o parque eólico e de biomassa e complementar com geração nuclear ou a carvão. Segundo ele, a alternativa nuclear “é a única que não implica emissão de CO2 e cujo combustível pode ser 100% nacional”.
Mais informações: www.iea.usp.br
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