Substância foi isolada pelos pesquisadores a partir da planta Strychnopsis thouarsii, encontrada em Madagascar
Composto com atividade contra parasita da malária é isolado de planta utilizada tradicionalmente no tratamento da doença em Madagascar. Substância atua no primeiro estágio da infecção
Composto com atividade contra parasita da malária é isolado de planta utilizada tradicionalmente no tratamento da doença em Madagascar. Substância atua no primeiro estágio da infecção
Substância foi isolada pelos pesquisadores a partir da planta Strychnopsis thouarsii, encontrada em Madagascar
Segundo o relatório, em pesquisas anteriores observou-se que o parasita causador da malária desenvolveu rapidamente resistência a várias drogas que eram normalmente usadas no tratamento da doença. A nova molécula poderia ajudar a superar esse problema.
O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade Pierre e Marie Curie, em Paris (França), sob coordenação de Dominique Mazier, foi publicado esta semana na revista PLoS Medicine.
A "fase hepática" é o primeiro estágio da infecção por malária num ser humano. Ela ocorre depois que a pessoa é picada pelo mosquito infectado, mas antes que o parasita se espalhe pelas células sangüíneas. Poucas drogas existentes, de acordo com os cientistas, têm efeito nesse estágio da infecção – o que seria extremamente útil, pois possibilitaria um uso preventivo.
A nova molécula – a tazopsina – foi descoberta na planta Strychnopsis thouarsii, que é utilizada tradicionalmente por habitantes de Madagascar como uma infusão para combater a malária. A ação da molécula na fase hepática da malária foi testada em ratos e comprovada, segundo o artigo.
Os pesquisadores relatam que um derivado semi-sintético da tazopsina protegeu completamente camundongos dos parasitas da malária, com ação específica na fase hepática. O composto, no entanto, mostrou-se inativo contra as formas do parasita no sangue.
Segundo o estudo, a criação de um medicamento contra a malária que atuasse na fase hepática tornaria muito mais improvável o desenvolvimento de resistência à droga. O novo composto seria, portanto, um promissor candidato para a profilaxia antimalária.
O desenvolvimento do novo fármaco, porém, ainda tem um longo caminho pela frente, de acordo com os cientistas. Será preciso testar diversas variantes da molécula e descobrir uma com baixa toxicidade. Depois disso uma série de avaliações em animais deverá ser feita antes de chegar aos testes com humanos.
O artigo A plant-derived morphinan as a novel lead compound active against malaria liver stages, de Dominique Mazier e outros, pode ser lido no site da PLoS Medicine, em http://medicine.plosjournals.org.
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