Estudantes de engenharia da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, inventam máquina portátil para escrever em braille, sem componentes eletrônicos e de baixo custo
Estudantes de engenharia da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, inventam máquina portátil para escrever em braille, sem componentes eletrônicos e de baixo custo
O aparelho, que dispensa componentes eletrônicos, foi criado por estudantes de engenharia da universidade norte-americana. O objetivo era criar um dispositivo de pequeno tamanho e custo muito inferior ao das máquinas de escrever comuns em braille.
Os inventores estimam que o aparelho, caso seja produzido em série, custaria cerca de US$ 10 a unidade, o que o tornaria bastante acessível. O protótipo foi testado por representantes da Federação Nacional do Cego, dos Estados Unidos.
"Estávamos procurando um dispositivo de escrita que fosse portátil e não precisasse de um computador. Queremos parabenizar os autores, que fizeram um trabalho excelente", disse Marc Maurer, presidente da federação, em comunicado da Universidade Johns Hopkins.
Segundo Maurer, apesar de o protótipo ter algumas falhas, ele apresenta muitas novidades, como um mecanismo para criar múltiplas impressões. O objetivo da federação, que tem 50 mil associados no país, é que o protótipo sirva de ponto de partida para um projeto de difusão da escrita braille, tanto nos Estados Unidos como em outros países.
O dispositivo é mecânico e simples de usar. Conta com seis botões, que podem ser pressionados para produzir qualquer um dos padrões que compõem as letras, números e sinais do sistema braille. O aparelho tem pontas metálicas que permitem fazer seis marcas de uma vez, aumentando a velocidade da escrita.
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