Inpe divulga mapas da hidrografia e da cobertura vegetal, informações importantes para saber como cada um dos países amazônicos está cuidando de suas respectivas áreas na maior floresta tropical do mundo (foto: divulgação)

Vistas inéditas da Amazônia
25 de maio de 2006

Inpe divulga mapas da hidrografia e da cobertura vegetal, informações importantes para saber como cada um dos países amazônicos está cuidando de suas respectivas áreas na maior floresta tropical do mundo

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Inpe divulga mapas da hidrografia e da cobertura vegetal, informações importantes para saber como cada um dos países amazônicos está cuidando de suas respectivas áreas na maior floresta tropical do mundo

25 de maio de 2006

Inpe divulga mapas da hidrografia e da cobertura vegetal, informações importantes para saber como cada um dos países amazônicos está cuidando de suas respectivas áreas na maior floresta tropical do mundo (foto: divulgação)

 

Por Thiago Romero

Agência FAPESP - A Amazônia Sul-Americana acaba de ganhar dois novos mapas, resultados do Projeto Panamazônia 2, desenvolvido por técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os mapas trazem dados de hidrografia e da cobertura vegetal referentes ao período 1999-2000.

Com a novidade, será possível saber com mais detalhes como cada um dos países amazônicos está cuidando de suas respectivas florestas. A lista de nações é formada por Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.

"É uma iniciativa fundamental para que a conservação da biodiversidade no ambiente amazônico possa ser estudada de maneira integrada pelos países que detêm esse domínio", afirma Paulo Roberto Martini, coordenador do projeto, à Agência FAPESP.

Segundo Martini, pesquisador da Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe, o trabalho envolve análise e interpretação de informações sobre savanas, cerrados, solo com rebrota, áreas de desflorestamentos, vegetação queimada e hidrografia, além do mapeamento de estradas, portos e cidades. Processos e metodologias que continuam, agora para a produção de novos mapas, com dados mais recentes.

A base de dados do projeto, incluindo mapas em alta resolução, está disponível para consulta pública pela internet. "Pelos mapas, fica evidente que o ritmo de desmatamento no Brasil está muito mais acelerado. Países como a Guiana Francesa e o Suriname, por exemplo, conseguiram manter os mesmos valores de desmatamento identificados em meados da década de 1990", conta Martini.

Os dados cartográficos da floresta amazônica foram obtidos pelo Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers) e pelos satélites Landsat e Terra/Modis, da Nasa, a agência espacial norte-americana.

O Projeto Panamazônia 2, previsto para terminar no fim de 2007, é liderado pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores e pela Sociedade de Especialistas Latino-Americanos em Sensoriamento Remoto (Selper).

Mais informações: www.dsr.inpe.br/panamazon.htm.


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