A descoberta, apresentada na edição de 6 de janeiro da revista Nature, reforça ainda mais a tese de que a vida teria surgido na Terra em regiões com altas concentrações de sal. No caso do Mediterrâneo, os grandes depósitos salgados se formaram quando o mar secou há cerca de seis milhões de anos.
Nas quatro regiões investigadas pelos cientistas, no oeste do Mediterrâneo, a base hipersalina nomeada de Discovery foi a que mais chamou a atenção dos pesquisadores. Além de essa área ter as maiores concentrações de cloreto de magnésio já encontradas no planeta, a comunidade microbiológica lá encontrada estava metabolicamente ativa.
Nas demais áreas, segundo o estudo liderado por Paul van der Wielen, ecólogo da Universidade de Groningen, na Holanda, foram encontrados em abundância representantes da ordem Euryarchaeota. A diversidade dos procariotos também foi considerada alta, devido às condições ambientais do local.
Para os autores do estudo, a descoberta feita no fundo do mar tem mais uma implicação importante. Se os metabolismos desses microrganismos funcionam em condições tão extremas aqui na Terra, por que o mesmo não poderia estar ocorrendo em outros planetas?
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