Grupo de Suresh Jadhav, diretor do Instituto Serum, na Índia, que exporta imunobiológicos para 150 países, começa testes de vacina com crianças de 2 a 5 anos (foto: W.Castilhos)

Vacina para meningite A
09 de maio de 2006

Grupo de Suresh Jadhav, diretor do Instituto Serum, na Índia, que exporta imunobiológicos para 150 países, começa testes de vacina com crianças de 2 a 5 anos

Vacina para meningite A

Grupo de Suresh Jadhav, diretor do Instituto Serum, na Índia, que exporta imunobiológicos para 150 países, começa testes de vacina com crianças de 2 a 5 anos

09 de maio de 2006

Grupo de Suresh Jadhav, diretor do Instituto Serum, na Índia, que exporta imunobiológicos para 150 países, começa testes de vacina com crianças de 2 a 5 anos (foto: W.Castilhos)

 

Por Washington Castilhos, do Rio de Janeiro

Agência FAPESP - Diretor do Instituto Serum, na Índia, um dos principais centros produtores de imunobiológicos no mundo, Suresh Jadhav tem se dedicado nos últimos anos ao desenvolvimento de uma vacina conjugada contra a meningite A, um dos tipos mais perigosos da doença.

A equipe liderada por Jadhav acaba de terminar a primeira fase da pesquisa, que incluiu 70 voluntários e mediu a toxicidade do imunizante. "Começaremos a fase 2 em julho, na África subsaariana, onde a doença é mais forte. Vamos medir a resposta de anticorpos e a segurança da vacina", disse à Agência FAPESP.

Os testes serão feitos com crianças de 2 a 5 anos de idade. "Esperamos obter um nível de eficácia de 99% e queremos terminar a fase 3 até o final de 2008", afirmou. O pesquisador esteve no Rio de Janeiro, na semana passada, para participar de um simpósio.

A pesquisa indiana não é a única a caminhar na direção do que poderá ser o primeiro imunizante para a meningite A, mas é uma das que estão em fase mais adiantada. A doença, segundo ele, não chega a ser um problema de saúde pública na Índia, como o sarampo, a difteria e a poliomielite, mas os casos na África preocupam.

A vacina conjugada de Jadhav reúne um fragmento do antígeno da bactéria e uma proteína. "Qualquer proteína, quando injetada no corpo humano, desencadeia uma reação e faz o organismo produzir anticorpos para neutralizar o agente que causa a doença. Nossa vacina funciona como a da difteria", comparou.

Atualmente existem vacinas contra a meningite, mas, como todas têm problemas, nenhuma delas é amplamente utilizada. As mais conhecidas são desenvolvidas em Cuba, Noruega e Estados Unidos. Todas elas, porém, protegem apenas contra o meningococo do tipo B e não são eficientes em crianças com menos de 4 anos. "E é esse justamente o público mais necessitado, razão pela qual vamos iniciar os testes em crianças", disse o pesquisador.

Quando assumiu a direção do Instituto Serum, Jahdav transformou a instituição em uma das maiores produtoras de imunobiológicos do mundo. Atualmente, o Serum produz vacinas contra o sarampo, a difteria e a tuberculose, entre outras, e exporta para mais de 150 países. "O Brasil é o único país na América do Sul para o qual não exportamos vacina, por ser auto-suficente", disse.


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