Edison Luiz Durigon, do ICB/USP (foto: Eduardo Geraque)

Um novo capítulo na microbiologia brasileira
11 de novembro de 2003

Inauguração do primeiro laboratório com nível de biossegurança 3+ do país, no Instituto de Biociências da USP, nesta terça-feira (11/11), marca apenas uma primeira novidade no setor da virologia. Novos centros de pesquisas, nos mesmos padrões, estão sendo projetados

Um novo capítulo na microbiologia brasileira

Inauguração do primeiro laboratório com nível de biossegurança 3+ do país, no Instituto de Biociências da USP, nesta terça-feira (11/11), marca apenas uma primeira novidade no setor da virologia. Novos centros de pesquisas, nos mesmos padrões, estão sendo projetados

11 de novembro de 2003

Edison Luiz Durigon, do ICB/USP (foto: Eduardo Geraque)

 

Por Eduardo Geraque

Agência FAPESP - Quando começar a operar de forma rotineira, em janeiro, o Laboratório Klaus Eberhard Stewien, o primeiro do Brasil com nível de biossegurança 3+ (NB3+), será o principal do país. Os virologistas poderão trabalhar em condições nunca antes disponíveis no país e, provavelmente, na América Latina.

O laboratório, instalado no Instituto de Biociências da USP (ICB), com financiamento da FAPESP e da universidade, segue uma série de recomendações internacionais. Desde a forma como foi projetado até os rigorosos procedimentos a que os pesquisadores serão submetidos.

"Foram mais de dois anos de trabalho árduo. O projeto foi aprovado por instituições internacionais com grande experiência no setor", disse o virologista Edison Luiz Durigon, do ICB/USP, durante a cerimônia oficial de inauguração do centro de pesquisas, na terça-feira (11/11). "O laboratório poderá, no futuro, até mesmo atingir o nível quatro", disse. Isso seria praticamente o máximo possível para um centro de pesquisas do gênero. A escala de segurança vai até o nível cinco, nota atingida hoje apenas por instituições militares.

Conforme relatou Durigon, o laboratório, até o final do ano que vem, terá a companhia de outros três similares. "Um segundo, começa a ser montado na semana que vem na USP de Ribeirão Preto e deve estar em funcionamento no primeiro trimestre de 2004", disse. Os outros dois serão construídos em São José do Rio Preto, na Universidade Estadual Paulista (Unesp), e no Instituto Adolfo Lutz, também na Capital. Todos os laboratórios serão usados pela Rede de Diversidade Genética de Vírus (VGDN), um Programa de Inovação Tecnológica da FAPESP criado no final de 2000.

Segundo o consultor técnico do Ministério da Saúde, Mario Cesar Althoff, também presente na inauguração, o Brasil deverá ter mais de uma dezena de laboratórios, nos mesmos moldes do montado da USP, nos próximos anos. "Com a inauguração de algum deles, por exemplo, será possível trabalhar com a tuberculose de forma inédita no Brasil", disse.

"É uma satisfação ver o diálogo que a ciência do Estado de São Paulo faz com a sociedade por meio do VGDN e, agora, do laboratório", disse o diretor científico da FAPESP, José Fernando Perez. "É importante, porque a palavra ‘rede’, da Rede de Diversidade Genética de Vírus, deve ser levado muito a sério. Não pode ser descaracterizada nem considerada uma panacéia geral".


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