Esper Cavalheiro (à direita), durante entrevista concedida à Claudia Izique e Carlos Américo Pacheco (imagem: reprodução)
Em entrevista ao Centro de Memória FAPESP, o professor emérito da Unifesp Esper Cavalheiro fala de sua trajetória acadêmica e de sua experiência como gestor de ciência e tecnologia
Em entrevista ao Centro de Memória FAPESP, o professor emérito da Unifesp Esper Cavalheiro fala de sua trajetória acadêmica e de sua experiência como gestor de ciência e tecnologia
Esper Cavalheiro (à direita), durante entrevista concedida à Claudia Izique e Carlos Américo Pacheco (imagem: reprodução)
Claudia Izique | Agência FAPESP – “Eu tive muita sorte”, disse o neurocientista Esper Cavalheiro, professor emérito do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pesquisador com mais de 15 mil citações na base Scopus, em entrevista ao Centro de Memória FAPESP, ao tratar de sua carreira acadêmica.
Graduou-se em medicina em 1974, quando a Unifesp – então Escola Paulista de Medicina – era um ambiente “fantástico” para a formação e troca de conhecimento. Trocou a residência médica pelo mestrado para ter como orientador Ivan Izquierdo, pioneiro no estudo da neurobiologia da memória e do aprendizado. “Era uma oportunidade que não podia perder”, afirmou. No doutorado, foi orientado pelo neurologista Eliova Zukerman, que ele tinha como “ídolo” e que lhe propiciou um “aprendizado eclético”.
Aprovado em concurso para professor assistente, deu aulas até partir para o pós-doutorado na França, pelo Centre national de la recherche scientifique (CNRS), e na Itália, na Universitá Degli Studi di Roma, em 1982 e 1983. Voltou ao Brasil com o compromisso de retornar à Itália a cada três meses, durante cinco anos, como professor visitante. Foi nesse período que criou na Unifesp o primeiro centro nacional voltado ao estudo da neurologia experimental, que investiga os mecanismos fisiopatológicos subjacentes a vários distúrbios neurológicos. Ao longo da carreira acadêmica publicou mais de 500 artigos, muitos deles em parceria com pesquisadores de todo o mundo.
No final dos anos 1990, “quando o Brasil tinha um grupo de políticos, pesquisadores e acadêmicos que acreditava ser possível fazer uma coisa boa pelo Brasil”, a convite do ministro Ronaldo Sardenberg, ocupou o cargo de secretário de Políticas e Programas de Ciência e Tecnologia do então Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). “Ele foi se encantando com a tarefa que tinha pela frente”, afirmou Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente da FAPESP, na época secretário-executivo do MCT, que também participou da entrevista com Cavalheiro.
Do MCT, Cavalheiro foi para a presidência do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), de 2001 a 2003, quando a agência tentava se recuperar de um momento difícil para o financiamento da pesquisa. “Não tinha como atender demandas, tivemos que fazer cortes”, lembra. Dali foi para o recém-criado Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), como assessor de Evando Mirra, presidente da instituição. De volta à Unifesp, assumiu a pró-reitoria de Planejamento e, em 2017, a de Pós-Graduação e Pesquisa.
Na entrevista ao Centro de Memória, Cavalheiro fala ainda sobre a Ilum, escola de ensino superior interdisciplinar em ciência e tecnologia que ajudou a conceber, instalada no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, de sua participação como presidente da comissão que elaborou do Plano Nacional de Pós-Graduação – que norteará os rumos da pós-graduação no país até 2030 – e sobre ética e integridade em pesquisa.
Confira a entrevista na íntegra em: https://centrodememoria.fapesp.br/ciencia-e-voce/entrevista-com-esper-abrao-cavalheiro/.
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