Estudo feito a partir de dados enviados pela espaçonave Cassini mostra que a maior lua de Saturno tem dunas com até 150 metros de altura e 1,5 mil quilômetros de extensão
Estudo feito a partir de dados enviados pela espaçonave Cassini mostra que a maior lua de Saturno tem dunas com até 150 metros de altura e 1,5 mil quilômetros de extensão
Estudo feito a partir de dados enviados pela espaçonave Cassini mostra que a maior lua de Saturno tem dunas com até 150 metros de altura e 1,5 mil quilômetros de extensão
Estudo feito a partir de dados enviados pela espaçonave Cassini mostra que a maior lua de Saturno tem dunas com até 150 metros de altura e 1,5 mil quilômetros de extensão
Agora, um grupo de cientistas de diversos países, utilizando dados obtidos pela missão Cassini-Huygens, confirmou que as escuras regiões equatoriais de Titã realmente são mares, só que de areia. Areia que não acaba mais, em cenários que lembram os de desertos encontrados na África, no Oriente Médio e na Austrália.
A descoberta foi publicada em artigo na edição de 5 de maio da revista Science, a partir de imagens feitas pelo radar da espaçonave Cassini, em órbita de Saturno, ao sobrevoar Titã em outubro de 2005.
As imagens mostram dunas gigantescas, com até 150 metros de altura e que correm paralelamente umas às outras por centenas de quilômetros. Uma delas chega a 1,5 mil quilômetros de extensão.
"É um cenário bizarro. São imagens de uma lua de Saturno, mas que parecem ser obtidas de desertos como da Namíbia ou da Arábia", disse o principal autor do artigo, Ralph Lorenz, da Universidade do Arizona, em comunicado da instituição.
Há cerca de dez anos, cientistas apontaram que Titã estaria muito longe do Sol para ter em sua superfície ventos fortes o suficiente para esculpir dunas. Também especularam que as regiões escuras, observadas com telescópios no equador da lua, fossem oceanos de metano líquido.
De acordo com os autores do estudo agora publicado, a presença de dunas indica um processo geológico que resultou na criação de grãos de areia, bem como na ausência de líquidos na superfície equatorial que pudessem conter a areia.
Os cientistas pretendem usar novos dados enviados pela Cassini para tentar entender o processo de formação das dunas e a composição química da areia. "A atmosfera de Titã é muito mais densa do que a da Terra, a gravidade é menor, a areia é certamente diferente. Tudo é diferente, exceto pelo processo físico de formação das dunas e da paisagem resultante", disse Lorenz.
Lançada em outubro de 1997, a Cassini-Huygens é uma missão da Nasa em parceria com a Agência Espacial Européia e a Agência Espacial Italiana.
Mais informações: http://saturn.jpl.nasa.gov
O artigo The sand seas of Titan: Cassini radar observations of longitudinal dunes, de R. D. Lorenz e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.
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