Dados enviados por satélites mostram passagem que leva diretamente vapor de água e poluentes para a região da atmosfera onde se encontra a camada de ozônio (Nasa)
Estudo descobre, na região mais alta do mundo, passagem que leva diretamente vapor de água e poluentes para a região da atmosfera onde se encontra a camada de ozônio
Estudo descobre, na região mais alta do mundo, passagem que leva diretamente vapor de água e poluentes para a região da atmosfera onde se encontra a camada de ozônio
Dados enviados por satélites mostram passagem que leva diretamente vapor de água e poluentes para a região da atmosfera onde se encontra a camada de ozônio (Nasa)
No Tibete, região hoje pertencente à China, onde se encontram as mais altas montanhas do mundo, a ocorrência de tempestades forma uma passagem livre para que vapor de água e produtos químicos sigam da camada mais baixa da atmosfera, onde a atividade humana afeta diretamente sua composição, para a estratosfera.
O estudo foi feito por cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, a agência espacial norte-americana, e da Universidade de Edimburgo, na Escócia. Foram usados dados de um equipamento de microondas instalado na espaçonave Aura, da Nasa, combinados com informações de outras missões de caráter ambiental. Os resultados foram publicados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).
Os pesquisadores coletaram mais de mil medidas de concentrações elevadas de vapor de água na estratosfera tanto sobre o platô tibetano como em regiões da Ásia onde ocorre o fenômeno das monções, a estação climática caracterizada pela chuva intensa. As medidas foram coletadas de agosto de 2004 a agosto de 2005, no principal período de precipitação.
Os autores do estudo verificaram que, embora tivesse sido registrado um número muito superior de tempestades sobre a Índia, as tempestades no Tibete transportaram quase três vezes mais vapor de água para a baixa estratosfera, por movimentos de convecção e circulação.
"O índice de precipitação no Tibete pode não ser tão elevado quanto na Índia, mas, devido à maior altitude, as tempestades tibetanas levam o vapor diretamente à estratosfera", disse Rong Fu, professor do Instituto de Tecnologia da Geórgia e principal líder do estudo, em comunicado da instituição.
O estudo também verificou que a mesma passagem é responsável pelo transporte de monóxido de carbono para a estratosfera. Como quase não há produção da substância no Tibete, os pesquisadores apontam que ela deve derivar de regiões do sudeste asiático e do subcontinente indiano.
O artigo From the cover: Short circuit of water vapor and polluted air to the global stratosphere by convective transport over the Tibetan Plateau, de Rong Fu, Yuanlong Hu, Jonathon S. Wright, Jonathan H. Jiang, Robert E. Dickinson, Mingxuan Chen, Mark Filipiak, William G. Read, Joe W. Waters e Dong L. Wu, pode ser lido por assinantes da Pnas em www.pnas.org
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