Acordo da FAPESP com o Instituto Pasteur, de Paris, e suplemento especial da Nature Biotechnology evidenciam avanços da ciência brasileira (foto: Miguel Boyayan)

Sinais de vigor

Acordo da FAPESP com o Instituto Pasteur, de Paris, e suplemento especial da Nature Biotechnology evidenciam avanços da ciência brasileira. Leia em reportagem da nova edição de Pesquisa FAPESP

07 de janeiro de 2005
Sinais de vigor

Acordo da FAPESP com o Instituto Pasteur, de Paris, e suplemento especial da Nature Biotechnology evidenciam avanços da ciência brasileira. Leia em reportagem da nova edição de Pesquisa FAPESP

07 de janeiro de 2005

Acordo da FAPESP com o Instituto Pasteur, de Paris, e suplemento especial da Nature Biotechnology evidenciam avanços da ciência brasileira (foto: Miguel Boyayan)

 

Por Fabrício Marques

Pesquisa FAPESP - A competência que o Brasil acumulou em biotecnologia aplicada à saúde pôde ser vislumbrada em dois acontecimentos recentes e sem aparente ligação. Um deles foi a assinatura de um acordo entre o Instituto Pasteur, de Paris, e a FAPESP, por meio do qual um grupo de pesquisadores brasileiros vai participar do esforço internacional para seqüenciar o genoma do mosquito Aedes aegypti, vetor de moléstias como a dengue e a febre amarela.

Ao grupo brasileiro, encabeçado por Sergio Verjovski-Almeida, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, caberá a tarefa de identificar fragmentos de genes ativos do mosquito, chamados tecnicamente de ESTs (etiquetas de seqüência expressa). Esses pedaços de genes, que carregam a receita a ser usada pelas células para fabricar suas proteínas, podem ser de grande utilidade para o desenvolvimento de formas de prevenção das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

"Ainda é raro o Brasil ser convocado a participar de uma iniciativa como essa", diz Verjovski, que em 2002 liderou um esforço semelhante para mapear os fragmentos de genes ativos do Schistosoma mansoni, parasita causador da esquistossomose. O convite ao grupo brasileiro é importante porque reconhece a contribuição ao mapeamento do Schistosoma e parte de uma instituição, fundada na França em 1887, que é referência planetária em pesquisa de saúde.

A segunda boa notícia foi um artigo de cinco páginas a respeito do Brasil, publicado num suplemento especial da revista Nature Biotechnology sobre sete países em desenvolvimento (África do Sul, Brasil, China, Coréia do Sul, Cuba, Egito e Índia) que vêm obtendo avanços na biotecnologia aplicada à saúde.

A inclusão do Brasil nesse time não chega a ser uma novidade. Em meados de 2002, um relatório da Organização Mundial da Saúde sobre os benefícios da pesquisa genética na saúde pública já apontava a contribuição de quatro países (Cuba, Índia, China e Brasil) como exceções à supremacia do Primeiro Mundo. O suplemento da Nature Biotechnology foi adiante e deu nome aos bois.

Clique aqui para ler o texto completo da reportagem da edição 107 de Pesquisa FAPESP.

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