Seminário apresentará avanços científicos sobre o transtorno do espectro autista | AGÊNCIA FAPESP

Seminário apresentará avanços científicos sobre o transtorno do espectro autista Evento virtual integra o Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação e reunirá cientistas da USP, Unifesp e Universidade Presbiteriana Mackenzie (imagem: reprodução)

Seminário apresentará avanços científicos sobre o transtorno do espectro autista

24 de setembro de 2021

Agência FAPESP – Pesquisadores de universidades paulistas apresentarão, na próxima segunda-feira (27/09), durante o Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação, avanços obtidos em estudos genéticos e comportamentais sobre o transtorno do espectro autista (TEA). A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que uma em cada 160 crianças no mundo seja portadora de algum grau de TEA.

O encontro virtual integra o Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação, parceria entre o Instituto do Legislativo Paulista (ILP) e a FAPESP que tem por objetivo divulgar à sociedade em geral e aos legisladores e gestores públicos os avanços das pesquisas científicas financiadas com recursos de impostos. A transmissão será feita das 15h às 17h, pelo canal da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no YouTube. As inscrições devem ser feitas pela página do evento.

Uma das palestrantes será Maria Rita Passos Bueno, professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) e pesquisadora do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP. Ela apresentará os principais fatores genéticos de risco para autismo, as diferentes abordagens utilizadas para responder a essas questões e o impacto desses achados para o diagnóstico precoce do TEA.

A professora do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP) e pesquisadora da Plataforma Científica Pasteur-USP Patricia Cristina Baleeiro Beltrão Braga mostrará os avanços do “Projeto A Fada do Dente". Desenvolvido na USP por meio de uma ONG, ele busca entender os mecanismos biológicos do autismo e ajudar na busca por novos tratamentos. A pesquisa utiliza células da polpa do dente de leite de crianças com autismo.

“Existem menos conexões entre os neurônios dos autistas e há uma inflamação no cérebro, que pode ser controlada in vitro com uma medicação, produzindo melhora no funcionamento dos neurônios”, diz a pesquisadora.

Segundo Cristiane Silvestre de Paula, professora da pós-graduação em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie e pesquisadora do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mais de 50% das crianças com TEA têm questões atencionais que costumam prejudicar seu aprendizado.

“Nosso estudo comprova a eficácia do programa computadorizado de treinamento de atenção [CPAT] na melhora do desempenho acadêmico em leitura, escrita e matemática entre crianças com TEA que receberam de 13 a 16 sessões do programa”, conta. “As crianças que participaram do CPAT também apresentaram melhoras nos domínios de atenção e cognição em comparação aos colegas do grupo controle.”

A pesquisa de Rinaldo Voltolini, da Faculdade de Educação da USP, tem como foco a formação de professores e a inclusão. Para ele, a educação inclusiva fez surgir tanto uma nova realidade institucional quanto uma nova perspectiva de trabalho escolar. “Com a criança autista e sua particular forma de sociabilidade e aprendizagem, o desafio é o de criar e agenciar dispositivos escolares de modo que sua escolarização se dê de modo efetivo”, afirma.

O evento será apresentado por Karina do Carmo, diretora-presidente do ILP, e mediado por Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP. O deputado Roberto Morais (Cidadania) fará saudação em nome da Assembleia Legislativa de São Paulo.
 

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