Riscos cardiovasculares iguais
06 de fevereiro de 2004

Moradores da Vila de Vigia (PA) e de Belém apresentam as mesmas chances de ter problemas no coração. Apesar de a alimentação ser mais saúdável no interior do que na capital, a bebida e o cigarro resultam em maior pressão sobre a comunidade rural

Riscos cardiovasculares iguais

Moradores da Vila de Vigia (PA) e de Belém apresentam as mesmas chances de ter problemas no coração. Apesar de a alimentação ser mais saúdável no interior do que na capital, a bebida e o cigarro resultam em maior pressão sobre a comunidade rural

06 de fevereiro de 2004

 

Agência FAPESP - Tanto a população de Belém como a da Vila de Vigia, que fica no interior do Pará, apresentam as mesmas baixas chances de desenvolver problemas cardíacos. Um estudo realizado pela Universidade Federal do Pará mostra que essa taxa não atinge 10%.

Mesmo com um nível de risco igual, os cientistas paraenses, que publicaram um artigo sobre o assunto no periódico Arquivos Brasileiro de Cardiologia, identificaram uma tendência importante.

Como eles compararam uma zona rural a uma urbana, e os níveis obtidos foram idênticos, acreditam estar provado que o meio ambiente, além do componente genético, tem uma importância muito grande quando o assunto é desenvolvimento de doenças dentro de uma mesma população.

Na análise, os pesquisadores investigaram todos os componentes triviais para se medir a saúde de um indíviduo, como dieta, massa corporal, níveis de colesterol e triglicérides. A comunidade urbana, por ser em média mais sedentária, obesa e viver mais sob estresse, apresentou resultados bem diferentes da rural.

Mas se os ribeirinhos da Vila Vigia são mais magros e no dia-a-dia consomem muito peixe – gordura insaturada – porque o risco de ter doenças do coração é o mesmo dos moradores da capital?

"Apesar do risco reduzido de problemas cardiovasculares, o estudo identificou a necessidade de que se tenha muita atenção em relação ao consumo de cigarro e de álcool na população rural", escreveram os pesquisadores. Até a possibilidade de o estresse migrar da zona urbana para rural precisa ser analisada, afirma a pesquisa.

Para ler o artigo sobre o trabalho, disponível na biblioteca eletrônica SciELO, clique aqui.


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