Relatório traça rumos da pesquisa no país

Elaborado por comissão de representantes da Capes e do CNPq, documento indica as necessidades da pesquisa científica no Brasil. O investimento em regiões pouco favorecidas e a formação de recursos humanos em áreas estratégicas do conhecimento são algumas delas

19 de dezembro de 2003
Relatório traça rumos da pesquisa no país

Elaborado por comissão de representantes da Capes e do CNPq, documento indica as necessidades da pesquisa científica no Brasil. O investimento em regiões pouco favorecidas e a formação de recursos humanos em áreas estratégicas do conhecimento são algumas delas

19 de dezembro de 2003

 

Agência FAPESP - Duas instituições federais de apoio à ciência e tecnologia estão revendo conceitos e estudando ajustes estruturais para atender melhor à demanda pela pesquisa no país. As ações serão baseadas em relatório que a Comissão Interministerial para o Desenvolvimento da Pós-Graduação e da Ciência e Tecnologia entregou para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no dia 10 de dezembro.

O documento aponta a necessidade de se retomar a reclassificação das áreas do conhecimento, o que deve ser feito de janeiro a julho de 2004. Uma pesquisa realizada entre a comunidade científica verificou que a tabela válida atualmente, editada pelo CNPq em 1984, prejudica o desenvolvimento de novas sub-áreas.

A partir de 1996, surgiram diversas iniciativas de mudanças mas nenhuma teve continuidade. O documento divulgado pela Comissão Mista de Pós-Graduação propõe a criação de um grupo de trabalho constituído por representantes de instituições ligadas a C&T, como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs).

Outra proposta é unificar o banco de dados do CNPq e da Capes para facilitar a articulação entre elas e as agências estaduais de fomento à pesquisa. Está prevista a integração, até dezembro de 2004, das informações disponíveis sobre avaliação da pós-graduação, bolsas, eventos e bancos de dados para a comunidade, entre outras.

O relatório aconselha que as agências federais aumentem em 30% o total de bolsas concedidas para a pós-graduação no país e que permitam a complementação dessas pelas FAPs ou por empresas, desde que o bolsista dedique-se exclusivamente à pesquisa. Para diminuir as distorções regionais, o relatório indica a criação de "um programa piloto de concessão de bolsas novas de doutorado a orientadores credenciados nos cursos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste".

O documento propõe ainda que as ações e os instrumentos das diversas agências sejam voltados ao benefício das regiões menos favorecidas, sem que isso prejudique o desenvolvimento de trabalhos nos locais onde a pesquisa e a pós-graduação estejam consolidadas.

De acordo com o relatório, também é necessário investir na formação de recursos humanos e na inserção de profissionais na comunidade internacional. O objetivo é criar um programa de doutorado no exterior voltado para áreas estratégicas e aproveitar melhor os acordos de cooperação que o Brasil tem com outros países.

Para ler as principais conclusões do relatório clique aqui.


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