Pesquisa mostra que meninas, na juventude, são mais aptas para desempenhar determinadas funções

Rapidez feminina
26 de abril de 2006

Pesquisa norte-americana feita com 8 mil pessoas revela que as mulheres são mais rápidas que os homens no desempenho de atividades de dificuldade moderada, principalmente na adolescência. O estudo não exibiu diferenças significativas em termos de inteligência geral

Rapidez feminina

Pesquisa norte-americana feita com 8 mil pessoas revela que as mulheres são mais rápidas que os homens no desempenho de atividades de dificuldade moderada, principalmente na adolescência. O estudo não exibiu diferenças significativas em termos de inteligência geral

26 de abril de 2006

Pesquisa mostra que meninas, na juventude, são mais aptas para desempenhar determinadas funções

 

Agência FAPESP - Os cientistas já sabem que existem algumas diferenças no funcionamento do cérebro das mulheres e dos homens. Mas até agora, nessa guerra dos sexos neurológica, ninguém está perto de levar a melhor. Isso não significa, entretanto, que em determinadas tarefas a balança não possa pender para um ou outro lado.

No caso da velocidade para desempenhar uma tarefa considerada de dificuldade moderada, por exemplo, as mulheres mostraram um melhor desempenho, segundo revela pesquisa realizada por uma dupla de cientistas da Universidade Vanderbilt. Apesar de terem sido estudadas 8 mil pessoas, entre 2 e 90 anos, a diferença apareceu de forma muito maior entre estudantes dos níveis básico, fundamental e médio.

"Não é que as meninas são mais rápidas que os meninos ao jogar videogame", explica Stephen Camarata, que assina o artigo publicado na edição de maio-junho da revista Intelligence ao lado de Richard Woodcock. Nos testes feitos durante a pesquisa, elas tiveram uma maior pontuação, explica o cientista, no desempenho de tarefas de dificuldade moderada.

"Os testes mostraram que as jovens possuem mais competência, eficiência e exatidão para completar determinadas ações com uma velocidade maior", afirma o pesquisador norte-americano. Para Camarata, resultados como esse precisam ser levados em conta pelos professores durante as salas de aula, por exemplo.

No caso dos testes masculinos, algumas evidências também foram registradas. Algumas habilidades verbais, por exemplo, apareceram com mais facilidade entre os homens. Isso surgiu na identificação de objetos, no conhecimento de sinônimos e antônimos e ao terem que completar analogias verbais. "Isso quebra o mito de que as meninas, de uma forma geral, desenvolvem suas ferramentas comunicativas mais cedo".


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