Pesquisadores coletam plâncton no Mediterrâneo
Pesquisadores da Universitat Autònoma de Barcelona detectaram, por meio do estudo de organismos planctônicos, a presença de plutônio e amerício na costa da Almeria, sudeste da Espanha, proveniente de acidente entre aviões militares, que derrubaram mísseis nucleares na região na década de 60
Pesquisadores da Universitat Autònoma de Barcelona detectaram, por meio do estudo de organismos planctônicos, a presença de plutônio e amerício na costa da Almeria, sudeste da Espanha, proveniente de acidente entre aviões militares, que derrubaram mísseis nucleares na região na década de 60
Pesquisadores coletam plâncton no Mediterrâneo
Cientistas da Universitat Autònoma de Barcelona verificaram que a radioatividade dos elementos plutônio e amerício ainda estão presentes no local, 27 anos depois da colisão, e em níveis cinco vezes maiores que o normal, apesar de estarem ainda dentro das margens consideradas seguras para a saúde humana.
A informação foi publicada na revista The Science of the Total Environment, com a intenção de, segundo os próprios autores, mostrar como a radiação permanece no ambiente após longos anos e pode ser incorporada na cadeia alimentar.
Os cientistas da Catalunha não estudaram o sedimento marinho, mas identificaram a presença de radiação em microrganismos planctônicos, coletados a 50 metros de profundidade. A partir do plâncton, os elementos radioativos podem ser incorporados, por exemplo, por peixes.
Outras fontes de radiação foram identificadas em pesquisas anteriores realizadas também nas águas mediterrâneas. Nos casos, o plâncton havia sido contaminado por testes nucleares realizados entre 1952 e 1963 e também por resíduos eliminados no acidente na usina nuclear de Chernobyl, em 1986.
A Agência FAPESP licencia notícias via Creative Commons (CC-BY-NC-ND) para que possam ser republicadas gratuitamente e de forma simples por outros veículos digitais ou impressos. A Agência FAPESP deve ser creditada como a fonte do conteúdo que está sendo republicado e o nome do repórter (quando houver) deve ser atribuído. O uso do botão HMTL abaixo permite o atendimento a essas normas, detalhadas na Política de Republicação Digital FAPESP.