Pelo acordo, o MCT se compromete a destinar R$ 1 milhão ao instituto, idealizado por três renomados cientistas brasileiros que trabalham nos Estados Unidos: Miguel Nicolelis e Sidarta Ribeiro, do Nicolelis Lab da Duke University, e Cláudio Mello, da Oregon Health and Science University.
Apesar do investimento federal, ainda falta muito para a viabilização do projeto, estimado em US$ 20 milhões, a ser instalado em área da UFRN, em Natal. Os neurocientistas pretendem levantar da iniciativa privada o restante necessário. Para 2004, provavelmente em março, pretendem organizar um simpósio internacional de neurociências, também na capital norte-rio-grandense.
Além da instalação de um centro de excelência mundial na pesquisa de circuitos neurais, os organizadores querem construir uma escola modelo para integrar as comunidades locais, atraindo estudantes e professores do ensino fundamental e médio para a prática da ciência.
Outro objetivo é a criação de um centro de saúde mental, por meio do qual seria possível prestar assistência nessa área, bem como fazer pesquisas clínicas, estudando o desenvolvimento neurocognitivo das crianças que irão freqüentar a escola modelo. Com isso, os organizadores esperam desenvolver novos métodos de terapia para a reabilitação de pacientes com deficiências neurológicas.
A criação do instituto foi destacada pela revista Nature e conta com o apoio de diversos cientistas de outros países, como Torsten Wiesel, presidente emérito da Rockfeller University, de Nova York, e ganhador do Nobel de Medicina em 1981.
Republicar
A Agência FAPESP licencia notícias via Creative Commons (CC-BY-NC-ND) para que possam ser republicadas gratuitamente e de forma simples por outros veículos digitais ou impressos. A Agência FAPESP deve ser creditada como a fonte do conteúdo que está sendo republicado e o nome do repórter (quando houver) deve ser atribuído. O uso do botão HMTL abaixo permite o atendimento a essas normas, detalhadas na Política de Republicação Digital FAPESP.


