Bruce Innis, da GlaxoSmithKline, afirma, em simpósio no Rio de Janeiro, que a criação de uma vacina eficiente contra a dengue deve ocorrer em no máximo cinco anos (foto: W.Castilhos)
Pesquisador norte-americano afirma, em simpósio no Rio de Janeiro, que a criação de uma vacina eficiente contra a dengue deve ocorrer em no máximo cinco anos
Pesquisador norte-americano afirma, em simpósio no Rio de Janeiro, que a criação de uma vacina eficiente contra a dengue deve ocorrer em no máximo cinco anos
Bruce Innis, da GlaxoSmithKline, afirma, em simpósio no Rio de Janeiro, que a criação de uma vacina eficiente contra a dengue deve ocorrer em no máximo cinco anos (foto: W.Castilhos)
Agência FAPESP - Uma vacina para dengue deve estar pronta em no máximo cinco anos. A afirmação foi feita pelo norte-americano Bruce Innis, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento para a América da GlaxoSmithKline, na quinta-feira (4/5), no 1º Simpósio Internacional de Imunobiológicos e Saúde Humana, no Rio de Janeiro.
Innis está à frente do estudo de uma vacina tetravalente atenuada, feito em parceria com o Instituto Walter Reed, do exército norte-americano. Em abril, 25 voluntários adultos começaram a receber a primeira dose do imunizante.
"Esperamos completar as séries de testes clínicos até o final de 2007", disse à Agência FAPESP. "A situação da dengue sempre foi muito ruim na Ásia, mas na América, atualmente, não está muito diferente. Por isso, vamos fazer testes nos dois continentes."
O estudo está sendo realizado há mais de 20 anos. Entre 1998 e 2003, a equipe testou vacinas monovalentes e tetravalentes em dois grupos de faixas etárias e localizações distintas – adultos norte-americanos e crianças tailandesas com idades entre 6 e 9 anos. "Nossa hipótese era que a vacina seria mais bem tolerada em crianças de países endêmicos", conta. Foram aplicadas duas doses em cada grupo, num intervalo de seis meses. Os testes apresentaram resposta de 70% de eficácia.
"Não ficamos satisfeitos. Queremos uma resposta de pelo menos 95%. Os problemas foram os tipos 1 e 3 do vírus. A questão é que estamos fazendo uma vacina com um vírus vivo atenuado, como o do sarampo, que, ao ser injetado, induz uma resposta imunológica. A quantidade de vírus, nesse caso, é um determinante para o sucesso da vacina", disse Innis.
Os testes realizados na primeira fase apresentaram ainda baixo risco de transmissão, o que quer dizer que, se uma pessoa tomasse a vacina não passaria o vírus ao mosquito no caso de ser picada pelo vetor. Por outro lado, não foi observado um aumento significativo no número de anticorpos.
"Devemos ser pacientes. No início, as vacinas contra a rubéola e a caxumba também não apresentaram aumento de anticorpos. Queremos que a vacina esteja livre de agentes contaminadores o máximo possível", afirmou.
Innis espera realizar testes também no Brasil. "Tudo vai depender das autoridades brasileiras. A doença oferece mais perigo aqui do que em qualquer outro país das Américas", destacou.
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