Pesquisadores do Inpe iniciam testes com o sexto protótipo do propulsor que deverá ser usado no lançamento do Satélite Geoestacionário Brasileiro, previsto para até 2010 (foto: Inpe)

Propulsão nacional
06 de abril de 2006

Pesquisadores do Inpe iniciam testes com o sexto protótipo do propulsor que deverá ser usado no lançamento do Satélite Geoestacionário Brasileiro, previsto para até 2010

Propulsão nacional

Pesquisadores do Inpe iniciam testes com o sexto protótipo do propulsor que deverá ser usado no lançamento do Satélite Geoestacionário Brasileiro, previsto para até 2010

06 de abril de 2006

Pesquisadores do Inpe iniciam testes com o sexto protótipo do propulsor que deverá ser usado no lançamento do Satélite Geoestacionário Brasileiro, previsto para até 2010 (foto: Inpe)

 

Por Thiago Romero

Agência FAPESP - O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) iniciou os testes com o sexto protótipo do propulsor para satélites geoestacionários, desenvolvido com tecnologia 100% nacional. O protótipo está sendo avaliado no banco de testes com simulação de altitude do Laboratório de Combustão e Propulsão do Inpe.

Com a fase de testes concluída, a expectativa é que o Brasil passe a fazer parte de um pequeno grupo, formado por menos de dez países, capacitado para desenvolver esse tipo de tecnologia de propulsão. "Estamos realizando diferentes tipos de testes com o propulsor, que poderá integrar motores de apogeu de satélites geoestacionários", explica José Nivaldo Hinckel, tecnologista do Inpe responsável pelos testes, à Agência FAPESP.

O satélite, que é injetado pelo veículo lançador em uma órbita de transferência e utiliza o motor de apogeu para conseguir chegar na órbita geoestacionária, tem orientação fixa em relação à Terra. "Como a tecnologia que envolve os propulsores não é comercializada, para o Brasil ter autonomia de poder lançar satélites desse tipo, é indispensável desenvolver esse equipamento", afirma Hinckel.

Segundo o pesquisador, duas baterias de testes já foram realizadas com o sexto protótipo, com resultados extremamente favoráveis. "O primeiro passo, que é o domínio da tecnologia, foi concluído. Agora, estamos em busca da qualificação do equipamento, que deverá ocorrer em no máximo três anos", diz.

Os testes são motivados pela proposta do governo brasileiro de fabricar satélites geoestacionários, trabalho que está sendo realizado pela Agência Espacial Brasileira (AEB). A expectativa é que o satélite, que consta nas metas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), seja desenvolvido e lançado até 2010.

Hinckel explica que o satélite geoestacionário brasileiro poderá ser utilizado, entre outras coisas, para auxílio às comunicações de controle de tráfego aéreo e aplicações meteorológicas, além de proporcionar ao governo autonomia na cobertura e vigilância do território nacional.

Mais informações: www.inpe.br.


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