Revista Pesquisa FAPESP - No próximo verão, se tudo correr bem, os moradores da Região Metropolitana de São Paulo, que engloba 39 municípios, terão à disposição um serviço de informações sobre chuvas que poderá evitar muitos prejuízos e até salvar vidas.
Tempestades como aquelas que alagaram, no início de janeiro, ruas em São Paulo, São Caetano do Sul e São Bernardo do Campo, onde deslizamentos mataram nove pessoas, poderão ter a previsão antecipada com a implantação de um novo sistema meteorológico que irá identificar e analisar a formação e a movimentação de nuvens na região.
A idéia é prever os perigos das fortes chuvas e emitir alertas de curtíssimo prazo (com até três horas de antecedência) para a Defesa Civil, órgãos governamentais e também para toda a população pelos meios de comunicação.
O projeto faz parte de um amplo programa de ciência e inovação tecnológica financiado pela FAPESP, numa parceria com o Conselho de Hidrometeorologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Turismo e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, que começa a ser implantado e leva o nome de Sistema Integrado de Hidrometeorologia do Estado de São Paulo (Sihesp). A primeira fase do programa foi implementada em dezembro de 2004 e é composta por quatro projetos aprovados por uma equipe de especialistas de fora do país.
Com um custo de R$ 4 milhões, essa etapa é dedicada à implantação de uma rede de equipamentos que inclui a instalação de estações meteorológicas de superfície e a construção de um radar móvel, seguido da modernização de dois outros já existentes nas cidades de Bauru e Presidente Prudente, que servem, principalmente, à agricultura na previsão de chuvas.
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