Estudo apresentado em reunião da Sociedade Astronômica Norte-Americana mostra que supernova localizada em uma das galáxias satélites da Via Láctea não é tão empoeirada como se imaginava (divulgação)

Poeira de menos
13 de junho de 2006

Estudo apresentado em reunião da Sociedade Astronômica Norte-Americana mostra que supernova localizada em uma das galáxias satélites da Via Láctea não é tão empoeirada como se imaginava

Poeira de menos

Estudo apresentado em reunião da Sociedade Astronômica Norte-Americana mostra que supernova localizada em uma das galáxias satélites da Via Láctea não é tão empoeirada como se imaginava

13 de junho de 2006

Estudo apresentado em reunião da Sociedade Astronômica Norte-Americana mostra que supernova localizada em uma das galáxias satélites da Via Láctea não é tão empoeirada como se imaginava (divulgação)

 

Agência FAPESP - Como a tecnologia avançou bastante nas últimas décadas, é natural que os astrônomos estiquem o olhar para além da galáxia onde está a Terra. Mas observações feitas nas Nuvens de Magalhães, duas galáxias anãs irregulares satélites da Via Láctea, trouxeram mais dúvidas do que o esperado.

O estudo feito sobre uma supernova jovem, criada pela explosão de uma estrela supermassiva há apenas mil anos, mostrou o mesmo problema já detectado na Via Láctea: existe poeira de menos nesse corpo celeste.

O que os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, autores desse estudo, e de vários outros centros de pesquisa tentam é, por meio da poeira encontrada ao redor das supernovas, obter mais informações sobre as estrelas que existiam na origem do universo. O pó estelar seria o alimento que ajudaria as estrelas em geral a crescer.

A discrepância da quantidade de poeira existente entre as observações práticas e os modelos dos cientistas pode ser explicada, pelo menos por enquanto, de duas formas, segundo os autores do trabalho. Esses dados foram apresentados no dia 6 de junho na reunião da Sociedade Norte-Americana de Astronomia, realizada em Calgary, no Canadá.

Para o astrofísico Snezana Stanimirovic, um dos autores da apresentação, uma das explicações pode ser de ordem física. A destruição da poeira nas supernovas, provocada pelas ondas de choque mecânico, estaria ocorrendo em taxas muito mais elevadas do que a condensação dos elementos químicos mais pesados, que existem dentro das nuvens de pó.

A segunda opção é de ordem experimental. Os astrônomos estariam deixando de considerar, em suas medições, uma quantidade muito grande de poeira. Isso porque as câmeras infravermelhas não detectam substâncias que estejam a uma temperatura muito baixa.


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