No processo, o solo é coberto alguns meses antes do plantio com um filme transparente de polietileno. Com o aumento da temperatura do solo, provocada pelo "aprisionamento" do calor, a diversidade dos micróbios no solo fica bastante reduzida. Esse método, segundo os defensores do sistema, diminui as chances de ocorrer uma reinfestação de patógenos.
Por não empregar produtos químicos, a solarização, assim como outros métodos alternativos, é mais benéfico, tanto para a saúde humana como para o meio ambiente. Como a metodologia também diminui o uso no solo de substâncias utilizadas como inseticidas, como o brometo de metila, ela acaba ajudando na proteção da camada de ozônio. Substância química altamente tóxica, o brometo de metila é considerado um dos principais responsáveis pela destruição da camada que filtra os raios ultravioletas.
O seminário em Jaguariúna, intitulado "A associação da solarização com outros métodos de controle de patógenos do solo", pretende abordar também os efeitos da utilização dos pesticidas sobre os organismos não-alvo, os problemas de contaminação de águas superficiais e subterrâneas, resíduos em alimentos e o surgimento de populações de patógenos resistentes.
O evento é aberto ao público e será realizada na sede da Embrapa Meio Ambiente, à Rodovia SP 340 - km 127,5. Mais informações pelo telefone (19) 3867-8753 ou pelo e-mail sac@cnpma.embrapa.br.
Republicar
A Agência FAPESP licencia notícias via Creative Commons (CC-BY-NC-ND) para que possam ser republicadas gratuitamente e de forma simples por outros veículos digitais ou impressos. A Agência FAPESP deve ser creditada como a fonte do conteúdo que está sendo republicado e o nome do repórter (quando houver) deve ser atribuído. O uso do botão HMTL abaixo permite o atendimento a essas normas, detalhadas na Política de Republicação Digital FAPESP.


