Todos os estudantes da delegação brasileira são premiados na 9ª Olimpíada Ibero-americana de Química (foto: divulgação)

Ouro em química

Todos os estudantes da delegação brasileira são premiados na 9ª Olimpíada Ibero-americana de Química, disputada na Espanha por participantes de 13 países

20 de outubro de 2004
Ouro em química

Todos os estudantes da delegação brasileira são premiados na 9ª Olimpíada Ibero-americana de Química, disputada na Espanha por participantes de 13 países

20 de outubro de 2004

Todos os estudantes da delegação brasileira são premiados na 9ª Olimpíada Ibero-americana de Química (foto: divulgação)

 

Por Thiago Romero

Agência FAPESP - O Brasil foi o país que mais se destacou na 9ª Olimpíada Ibero-americana de Química, realizada de 30 de setembro a 8 de outubro, de Castellón, na Espanha. Todos os quatro alunos do ensino médio que formaram a delegação brasileira foram premiados com medalhas.

Os estudantes do Instituto Dom Barreto, no Piauí, Lucas Saraiva e Rafael Alves, conquistaram medalhas de ouro e prata, respectivamente. Igor Almeida, do Colégio Ari de Sá, no Ceará, também ficou com a prata, e Karoline Morais, do Colégio Farias Brito, no Ceará, levou medalha de bronze.

A competição contou com a participação de 49 estudantes secundários representando 13 países da comunidade iberoamericana, entre eles Espanha, Portugal, México, Cuba, Costa Rica, Venezuela, Colombia, Peru, Chile, Bolívia, Uruguai, Argentina e Brasil. Os alunos se submeteram a dois exames práticos em laboratório, além de uma prova teórica de aproximadamente cinco horas de duração.

"A idéia da olimpíada é estimular os estudantes ao ensino de química para que eles continuem seus trabalhos na universidade", disse o professor do Departamento de Química da Universidade Federal do Ceará (UFCE), Sérgio Melo, coordenador do Programa Nacional Olimpíadas de Química, à Agência FAPESP. "O estímulo objetiva a formação de novos quadros de professores nas universidades brasileiras e a qualificação de profissionais inovadores para a indústria."

As vagas da equipe olímpica foram preenchidas por meio de um processo seletivo do Programa Nacional Olimpíadas de Química, organizado pela Associação Brasileira de Química (ABQ) e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Além de Sérgio Melo, a delegação foi acompanhada por José Arimatéia Dantas Lopes, professor do departamento de Química da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

A seleção é composta por seis fases: a primeira delas, no âmbito das escolas, teve mais de 54 mil participantes. A segunda ocorreu entre os Estados e a terceira em nível nacional. A última fase do processo seletivo contou com a participação de 12 candidatos, de onde saiu a delegação brasileira que foi à Espanha.


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