Ele não foi apenas um intérprete da realidade, mas alguém profundamente comprometido com sua transformação (foto: Oswaldo José dos Santos/Jornal da USP/CCS)
Material exclusivo reconstrói a trajetória de Milton Santos e aponta a radicalidade de um pensamento cada vez mais atual
Material exclusivo reconstrói a trajetória de Milton Santos e aponta a radicalidade de um pensamento cada vez mais atual
Ele não foi apenas um intérprete da realidade, mas alguém profundamente comprometido com sua transformação (foto: Oswaldo José dos Santos/Jornal da USP/CCS)
Agência FAPESP – A obra de Milton Santos (1926-2001) constitui uma radical interpretação do mundo contemporâneo. E foi visionária sob múltiplos aspectos, antevendo processos que só se tornariam claros tempos mais tarde. Ao longo de sua trajetória, esse grande intelectual baiano e cidadão do mundo transformou a geografia em uma ciência social crítica, capaz de explicar como as desigualdades se produzem e se materializam no território. Mas ele não foi apenas um intérprete da realidade, foi também alguém profundamente comprometido com sua transformação.
Esta edição especial dedicada ao centenário de Milton Santos reúne um detalhado perfil biográfico, cinco entrevistas com pessoas que o conheceram bem, duas resenhas de livros e oito vídeos, buscando iluminar, sob diferentes ângulos, a importância e a extrema atualidade do pensamento miltoniano. O material articula análises de importantes colaboradores, como Jaime Tadeu Oliva, María Laura Silveira, Flávia Grimm e Billy Malaquias. E um depoimento pessoal e carinhoso de sua neta, Nina Santos.
Outro destaque é o vídeo sobre o enorme Arquivo Milton Santos, cuidadosamente preservado no Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP). Com cerca de 60 mil documentos – entre manuscritos, preparações de aulas, palestras e conferências, relatórios de pesquisa, fichas de leitura e correspondência –, esse extraordinário acervo evidencia o caráter processual de um pensamento cujos conceitos não surgiram como fórmulas acabadas, mas como construções históricas, constantemente reelaboradas em diálogo com a experiência empírica e com os grandes debates de seu tempo.
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