Diante de uma platéia lotada de estudantes vindos de todas as regiões do país para a SBPC, pesquisador da FEA mostra que entre o essencialmente urbano e o rural existe um caminho a ser considerado (foto: K.Fusaro)
Diante de uma platéia lotada de estudantes vindos de todas as regiões do país para a SBPC, pesquisador da FEA mostra que entre o essencialmente urbano e o rural existe um caminho a ser considerado
Diante de uma platéia lotada de estudantes vindos de todas as regiões do país para a SBPC, pesquisador da FEA mostra que entre o essencialmente urbano e o rural existe um caminho a ser considerado
Diante de uma platéia lotada de estudantes vindos de todas as regiões do país para a SBPC, pesquisador da FEA mostra que entre o essencialmente urbano e o rural existe um caminho a ser considerado (foto: K.Fusaro)
Agência FAPESP - Em meio às discussões sobre o fim da era do petróleo, o aquecimento global e o crescimento econômico da China, um novo panorama rural vem sendo desenhado mundialmente.
"O que enxergo para o futuro é uma ruralidade construída a partir de elementos muito recentes, entre eles o turismo de massa e a migração de aposentados para lugares que ofereçam melhor qualidade de vida", disse José Eli da Veiga, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP) e ganhador do Prêmio Milton Santos em 2005.
Durante a conferência "A relação urbano rural no processo de desenvolvimento", realizada na 58ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Florianópolis, para uma platéia lotada de estudantes vindos de todos os cantos do país, Veiga afirmou acreditar num meio-termo entre regiões essencialmente urbanas e rurais.
Segundo dados apresentados pelo pesquisador, entre 1991 e 2001 a população no Brasil cresceu 15%. Entre os 5.600 municípios brasileiros, cerca de mil classificados como rurais tiveram aumento populacional de 35%.
Para Veiga, o que se percebe nesses municípios considerados "atraentes" é, nas regiões mais desenvolvidas, o crescimento condicionado ao empreendedorismo privado, maior oferta de emprego e acesso ao ensino. Já nas regiões do semi-árido brasileiro é o empreendedorismo público e o acesso às políticas sociais que motivam o crescimento da população por meio de migrações.
"As regiões que têm indicadores favoráveis do ponto de vista econômico são aquelas que conseguem diversificar, abrigando maior gama de indústria e serviços. Esse também é o diferencial entre os municípios que atraem população", disse Veiga.
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