Estudo afirma que a diversidade facial ocorreu principalmente por modificações genéticas (detalhe do crânio do Australopithecus africanus. Foto de R. R. Ackerman/PNAS)
Em estudo publicado na PNAS, pesquisadores dos EUA e da África do Sul afirmam que a diversidade facial do homem ocorreu não apenas por forças evolucionárias, mas principalmente devido a modificações genéticas
Em estudo publicado na PNAS, pesquisadores dos EUA e da África do Sul afirmam que a diversidade facial do homem ocorreu não apenas por forças evolucionárias, mas principalmente devido a modificações genéticas
Estudo afirma que a diversidade facial ocorreu principalmente por modificações genéticas (detalhe do crânio do Australopithecus africanus. Foto de R. R. Ackerman/PNAS)
A pesquisa, de Rebecca Ackermann, do Departamento de Arqueologia da Universidade de Cape Town, na África do Sul, e James Cheverud, do Departamento de Anatomia e Neurobiologia da Escola Médica da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, será publicada esta semana no site da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
Os cientistas explicam que algumas características primordiais da estrutura facial humana se desenvolveram como resultado da seleção natural, de 2 a 3 milhões de anos atrás. Essas características continuaram a se desenvolver durante a linhagem do australopiteco até há 1 milhão de anos.
O outro fator, as mutações genéticas aleatórias, teve papel importante na construção da diversidade facial no gênero Homo, de 1 a 2 milhões de anos atrás.
"Embora a seleção tenha tido um importante papel na diversificação da morfologia facial hominídea no Plioceno superior, esse não foi o caso durante a evolução inicial do gênero Homo, quando a modificação genética foi provavelmente a força primária responsável pela diversificação facial", escreveram no artigo.
Os autores do estudo analisaram sete crânios fósseis representativos de antigos hominídeos e dos primeiros membros do gênero Homo, como o Homo habilis e o Homo erectus. Usaram uma metodologia que difere de estudos anteriores por estar centrada no padrão de variações em traços físicos particulares e não na quantidade total de variações.
De acordo com os pesquisadores, a descoberta apóia a teoria de que, à medida que a cultura humana se desenvolveu, a menor pressão evolucionária permitiu o surgimento de uma maior diversidade morfológica.
O artigo Detecting genetic drift versus selection in human evolution, de Rebecca Rogers Ackermann e James M. Cheverud, pode ser lido no site da PNAS, em www.pnas.org
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