No encerramento do Fórum Confap, Raupp destaca importância do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, que terá novo edital ainda este ano (Lafer, Raupp e Gargioni, da esq. p/ a dir./ foto:F.Cunha)

Ministro anuncia continuidade dos INCTs

No encerramento do Fórum Confap, Marco Antonio Raupp destaca importância do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, que terá novo edital ainda este ano

27 de maio de 2013
Ministro anuncia continuidade dos INCTs

No encerramento do Fórum Confap, Marco Antonio Raupp destaca importância do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, que terá novo edital ainda este ano

27 de maio de 2013

No encerramento do Fórum Confap, Raupp destaca importância do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, que terá novo edital ainda este ano (Lafer, Raupp e Gargioni, da esq. p/ a dir./ foto:F.Cunha)

 

Por Karina Toledo

Agência FAPESP – Durante a cerimônia de encerramento do Fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), realizada no dia 24 de maio, em São Paulo, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, anunciou a continuidade do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) e o lançamento de um novo edital ainda este ano.

Segundo Raupp, a decisão foi acertada em reunião recente do comitê de coordenação do programa, mas ainda não há data nem valores definidos para o novo edital.

“Estamos fazendo a avaliação da performance dos INCTs existentes. Os resultados serão apresentados durante um seminário a ser realizado no início de julho, em Brasília, e então saberemos qual a dimensão que devemos dar [ao programa]. Os indicadores, por enquanto, sugerem que ele deverá ser ampliado”, disse.

Sobre a renovação do financiamento aos atuais institutos, Raupp afirmou que a decisão levará em conta não apenas o desempenho das unidades, mas também as novas tendências da ciência. “O nível de competição cada vez será maior”, afirmou.

O Programa INCT foi lançado em dezembro de 2008 pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com recursos obtidos em parceria com as fundações de amparo à pesquisa estaduais. A duração dos termos de outorga dos INCTs é de cinco anos – encerra, portanto, em 2013.

A FAPESP financia 50% dos recursos destinados aos 44 institutos sediados no Estado de São Paulo. A FAPESP só fica atrás do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) entre as fontes financiadoras.

O Fórum Confap reuniu, nos dias 23 e 24 de maio, representantes de Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) de 25 Estados brasileiros e o Distrito Federal, integrantes do Conselho Nacional das FAPs (Confap), e das principais instituições de financiamento à pesquisa do país, como o MCTI, o CNPq, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), entre outras.

O objetivo do evento é discutir as ações que podem ser articuladas e coordenadas entre as FAPs e as instituições de financiamento à pesquisa estaduais e federais para contribuir para o avanço do desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação no país.

Durante o encerramento do encontro, Raupp anunciou que o orçamento do MCTI deverá aumentar de R$ 8 bilhões (2012) para R$ 13 bilhões e que, pela primeira vez, o MCTI ficou fora do contingenciamento do orçamento do governo federal.

“Estamos vivendo um bom momento graças ao trabalho do MCTI e da comunidade científica. Há um entendimento na sociedade sobre a importância da ciência e da tecnologia para o desenvolvimento do país. O momento é de aumento de recursos, mas também aumenta nossa responsabilidade e devemos descentralizar as ações para bem executar nossas tarefas. A parceria com as FAPs tem de ser fortalecida para aumentar a capilaridade da política de ciência e tecnologia. Isto é fundamental em um país tão grande e diverso como o Brasil”, afirmou o ministro.

Inovação

Outra novidade revelada pelo ministro foi a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Industrial e Inovação (Embrapii), que funcionará como uma Organização Social (OS) e terá a missão de fomentar projetos de cooperação entre empresas nacionais e instituições de pesquisa e desenvolvimento para a geração de produtos e processos inovadores.

Também será criado o Instituto Nacional de Pesquisa Oceanográfica e Hidrográfica (INPOH), que deverá operar um novo navio oceanográfico. Segundo Raupp, o convênio para a construção da embarcação foi assinado na semana passada.

Com o objetivo de fortalecer a parceria do MCTI com as FAPs, Raupp afirmou que dará início a uma série de visitas semanais aos Estados. O presidente do Confap, Sergio Gargioni, aproveitou a ocasião para pedir o apoio do ministro na sensibilização dos governadores que não cumprem o repasse previsto em lei para as fundações.

O presidente da FAPESP, Celso Lafer, ressaltou que a política de ciência, tecnologia e inovação é uma política de Estado e independe de governos. “Realmente o Brasil é uma unidade na sua diversidade e é importante que a política leve isso em conta. Nesse processo, as FAPS são importantes participantes e têm uma responsabilidade muito grande na consolidação dessa tomada de consciência da absoluta relevância da ciência, tecnologia e inovação para o futuro do país”, disse.

Segundo Lafer, as prioridades mencionadas pelo ministro no fórum estão alinhadas às preocupações do Estado de São Paulo e da FAPESP e citou como exemplo o navio de pesquisa oceanográfica Alpha-Crucis, adquirido pela FAPESP para o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP).

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