Terra e Sol ficarão separados por 147,5 milhões de quilômetros nesta quarta-feira. Essa será a menor distância entre os dois de 2006
(ilustração:Nasa)

Menor das distâncias
03 de janeiro de 2006

Na tarde de quarta-feira (4/12) a Terra estará a 147,5 milhões de quilômetros do Sol. É o chamado periélio, a maior aproximação entre os dois em todo o ano

Menor das distâncias

Na tarde de quarta-feira (4/12) a Terra estará a 147,5 milhões de quilômetros do Sol. É o chamado periélio, a maior aproximação entre os dois em todo o ano

03 de janeiro de 2006

Terra e Sol ficarão separados por 147,5 milhões de quilômetros nesta quarta-feira. Essa será a menor distância entre os dois de 2006
(ilustração:Nasa)

 

Agência FAPESP - A Terra e o Sol separados por 147,5 milhões de quilômetros. Como ocorre todos os anos, sempre no mês de janeiro, os dois astros terão agora a sua maior aproximação anual. Pelo horário de Brasília, esse fenômeno astronômico chamado de periélio ocorrerá às 13h desta quarta-feira (4/1).

Daqui a seis meses, a distância entre os dois será de 152,6 milhões de quilômetros. Será o afélio, quando a distância na órbita elíptica que o planeta azul faz em volta do Sol atingirá o ponto máximo no ano. Essa diferença de distância entre janeiro e julho significa uma irradiação de calor sobre a Terra 7% menor, segundo os cálculos da Nasa, a agência espacial norte-americana.

Como as estações do ano são resultado da inclinação de 23,5 graus do eixo da Terra em relação ao Sol, e não da sua órbita elíptica, tanto o periélio como o afélio pouco interferem nos períodos de verão e inverno. Isso equivale a dizer que o frio continuará no hemisfério Norte neste início de ano e o calor também não sumirá de países abaixo do Equador, como o Brasil.

Uma amostra de que o verão não sofrerá quedas está em Sydney, na Austrália, que registrou no primeiro dia de 2006 a segunda temperatura mais alta na história da cidade. Pouco depois das 16h, os termômetros do Observatório Hills marcaram 44,2 ºC. O recorde ainda pertence a janeiro de 1939, com 45,3 ºC.

Apesar de a onda de calor australiana e do frio intenso vivido no momento na Europa, o periélio serve para mostrar que a Terra continua um lugar estável para se viver. A variação entre o ponto mais próximo e mais distante do Sol em planetas como Plutão, Mercúrio e Marte é muito mais significativa.

Enquanto no planeta azul o inverno e o verão no hemisfério Norte têm uma variação de aproximadamente cinco dias, sob a atmosfera marciana essa discrepância é bem mais acentuada. Lá, por causa do tipo de órbita em relação ao Sol, o inverno e o verão no hemisfério equivalente podem ser de até 24 dias. Isso é o suficiente, por exemplo, para alterar a pressão atmosférica do pólo norte de Marte, no verão, em até 30%.


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