Comunidade acadêmica tem duas importantes perdas com as mortes do epidemiologista Oswaldo Paulo Forattini, da USP, e do artista plástico Bernardo Caro (foto), da Unicamp (foto: Unicamp)

Luto em dobro

Comunidade acadêmica tem duas importantes perdas com as mortes do epidemiologista Oswaldo Paulo Forattini, da USP, e do artista plástico Bernardo Caro (foto), da Unicamp

18 de setembro de 2007
Luto em dobro

Comunidade acadêmica tem duas importantes perdas com as mortes do epidemiologista Oswaldo Paulo Forattini, da USP, e do artista plástico Bernardo Caro (foto), da Unicamp

18 de setembro de 2007

Comunidade acadêmica tem duas importantes perdas com as mortes do epidemiologista Oswaldo Paulo Forattini, da USP, e do artista plástico Bernardo Caro (foto), da Unicamp (foto: Unicamp)

 

Agência FAPESP – A comunidade acadêmica brasileira está de luto dobrado, devido às mortes dos professores Oswaldo Paulo Forattini, da Universidade de São Paulo, e Bernardo Caro, da Universidade Estadual de Campinas.

Forattini, ex-diretor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, faleceu na madrugada de sábado (15/9), vítima de insuficiência respiratória. Tinha 83 anos. Epidemiologista reconhecido internacionalmente, foi pioneiro na produção de metodologias de coleta e de identificação de vetores de agentes etiológicos de doenças como dengue, febre amarela, doença de Chagas, encefalite e malária.

Foi fundador da Revista de Saúde Pública e editor da Editora da USP. Entre os prêmios que recebeu estão a Medalha do Centenário do Instituto Oswaldo Cruz, o John Belkin Memorial Award e o Prêmio Jabuti de 1996, pelo livro Culicidologia Médica vol.1 1996.

Formado em 1949 pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, obteve em 1954 o título de livre-docente junto à Cadeira de Parasitologia da FSP. A carreira de pesquisador começou antes mesmo de terminar o curso de medicina, com a publicação de seu primeiro artigo em 1946.

Na extensa relação de contribuições científicas deixada por Forattini, observa-se forte tendência aos estudos biológicos e ecológicos de artrópodes de interesse médico. Sempre imprimiu a esses trabalhos um sentido dinâmico ao estudo da epidemiologia das doenças endêmicas, identificando relações entre homem-ambiente-artrópode.

Entre as doenças estudadas pelo professor Forattini destacam-se a leishmaniose, a febre amarela, a malária, a tripanossomíase americana e a encefalite por vírus, cujos resultados das pesquisas realizadas e publicadas foram importantes na determinação das principais modalidades de transmissão dessas parasitoses.


Bernardo Caro

O artista plástico Bernardo Caro, ex-diretor do Instituto de Artes da Unicamp, morreu na manhã de domingo (16/9), em Campinas. No dia 14 havia se submetido a um implante de válvula cardíaca no Hospital Celso Pierro, não resistindo ao pós-operatório. Completaria 76 anos em dezembro.

Caro firmou-se como artista plástico a partir de 1964, quando passou a fazer parte do Grupo Vanguarda. Na década de 1970 participou de várias versões nacionais e internacionais da Bienal de Arte Moderna de São Paulo. Além de ter participado de exposições na Itália, na Espanha, no Japão e em países da América Latina, tem obras em acervos de Londres, Washington, Paris, Madri, Granada, Stuttgart e Estocolmo.

Natural de Itatiba (SP), Caro foi educador e professor universitário, ligando-se primeiramente à Pontifícia Universidade Católica de Campinas, de cujo Departamento de Artes Plásticas foi chefe de 1979 a 1982, e depois à Unicamp. De 1997 a 2006 foi vice-cônsul da Espanha em Campinas e região.

Filho de imigrantes andaluzes, a arte de Bernardo Caro era um ponto de união entre a tradição da pintura espanhola e a temática brasileira. Em 1997, a cidade de Villanueva del Trabuco, onde nasceram seus pais, prestou uma homenagem ao artista dando seu nome a uma das ruas da localidade. Bernardo compensou-os com um monumento construído na praça principal da cidade.

Detalhes sobre a vida e a obra de Bernardo Caro podem ser consultados no site bernardocaro.bravehost.com.


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