Agência FAPESP - O Laboratório de Geoprocessamento do Instituto Socioambiental (ISA) acaba de lançar um banco de dados atualizado sobre a Amazônia Legal, área de 500,6 milhões de hectares no Norte do Brasil que abrange os Estados do Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará, Amapá, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.
O Mapa da Amazônia Brasileira 2004, no formato 100 x 70 cm e escala 1:4.000.000, apresenta a cobertura vegetal, as áreas alteradas pela ação humana e uma lista com as 236 unidades de conservação (UCs) e as 400 terras indígenas (TIs) da região.
O levantamento mostra 60,5 milhões de hectares de UCs, que correspondem a 12% da Amazônia Legal, descartando os cerca de 14 milhões de hectares sobrepostos a TIs e a outras UCs. Já as TIs se estendem por 104,3 milhões de hectares, o que corresponde a 20% da região.
"Comparada com estudos sobre a mata atlântica, a região amazônica está com sua extensão muito bem preservada. O mapa nos mostra os tipos de vegetação inalterados e como a devastação humana consegue parar no limite das terras indígenas e unidades de conservação habitadas", disse Alícia Rolla, pesquisadora do laboratório de Geoprocessamento do ISA, à Agência FAPESP.
"Em 2001, por exemplo, 1,96% das áreas protegidas estavam desmatadas, enquanto que fora delas haviam 18,96% desmatadas", disse Alícia, uma das coordenadoras do mapa. Para ela, isso prova que essas áreas de conservação são importantes para barrar a destruição da floresta.
A lista inclui a quantidade, o nome, a extensão, as diferentes categorias e o instrumento legal de criação das UCs, além dos nomes dos povos das TIs e a situação jurídico-administrativa das áreas em questão.
Os dados foram obtidos por meio do Programa de Monitoramento de Áreas Protegidas do ISA e lançados sobre as cartas do mapeamento sistemático do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para a visualização das informações, foi utilizado ainda o mapa da vegetação da América do Sul, parte integrante da base de dados Global Land Cover 2000 do Joint Research Centre, da Comissão Européia, que permite a identificação das áreas alteradas.
O mapa teve uma tiragem inicial de 3 mil exemplares e está à venda por R$ 15 na sede do ISA, em São Paulo (SP), além das sub-sedes de Brasília (DF), São Gabriel da Cachoeira (AM) e pelo site (www.socioambiental.org da instituição.
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