Homem e chimpanzé se separaram mais tarde do que os cientistas imaginavam
Estudo genético publicado pela Nature mostra que a separação entre seres humanos e chimpanzés, dentro da escala evolutiva, é pelo menos 1 milhão de anos mais recente do que se imaginava
Estudo genético publicado pela Nature mostra que a separação entre seres humanos e chimpanzés, dentro da escala evolutiva, é pelo menos 1 milhão de anos mais recente do que se imaginava
Homem e chimpanzé se separaram mais tarde do que os cientistas imaginavam
Os dados apresentados no artigo assinado por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Escola Médica de Harvard revelam que, depois da separação inicial, houve outros processos de hibridização antes do fim do processo. Tudo isso num intervalo surpreendente de 4 milhões de anos.
"Alguma coisa muito fora do comum ocorreu durante a nossa especiação", afirma David Reich, do MIT, autor sênior do trabalho, em comunicado da instituição. Além desse grande intervalo de tempo, os cientistas também descobriram que a separação genética ocorreu mais recentemente do que era sabido até agora.
As análises genômicas mostram que a separação entre as duas famílias teria acabado de ocorrer há 5,4 milhões de anos. A idade anterior, baseada no famoso crânio do homem de Toumai, era de, pelo menos, 6,5 milhões de anos.
Segundo Nick Patterson, de Harvard, essa informação referente à idade permite duas leituras. A idade do famoso hominídeo descoberto no Chade em 2002 pode estar errada. Ou então, ele é realmente anterior ao processo final de separação entre o homem e o seu grupo mais próximo.
O artigo Genetic evidence for complex speciation of humans and chimpanzees está disponível por enquanto apenas na versão eletrônica da revista Nature, em www.nature.com.
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