Agência FAPESP – O túnel de cavitação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), utilizado para testes navais, reiniciou as operações de prestação de serviços para ensaios de hélices em escala reduzida.
O túnel – que completou 47 de existência esse mês – consiste em um circuito fechado de água, fabricado em aço, montado de forma a permitir a instalação de um modelo de propulsor em sua seção de teste. A água em circulação dentro dele permite medir os parâmetros de operação do hélice (empuxo e torque).
Segundo o IPT, para retomar as atividades foram adquiridos novos equipamentos de medição para revitalizar os laboratórios do Centro de Engenharia Naval e Ocêanica (CNaval) do instituto.
A estrutura principal do túnel é a mesma desde 1963, com comprimento de 8 metros e 6 metros de altura. Mas a lista de equipamentos para os testes inclui agora células de carga, manômetros, uma nova bomba de vácuo para controle das condições internas e, principalmente, o sistema de velocimetria por imagem de partículas (PIV, da sigla em inglês), que é uma técnica que utiliza emissões de feixes de laser para a medição de campos de velocidade em escoamentos de forma não-intrusiva.
Paralelamente aos investimentos em nova instrumentação, os propulsores ensaiados no túnel de cavitação passaram a ser fabricados no próprio IPT com o auxílio da máquina de prototipagem rápida.
Moldes serão agora construídos no novo equipamento para a confecção de hélices de metal, um requisito necessário em razão das condições mais rigorosas do túnel de cavitação, acelerando o tempo de construção das peças e tornando viável o estudo de uma gama maior de geometrias dos modelos.
O túnel de cavitação foi inaugurado oficialmente em 12 de dezembro de 1963 pelo então governador de São Paulo, Adhemar Pereira de Barros.
Mais informações: www.ipt.br
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