Interface entre ciência e cultura será tema do próximo evento do Ciclo ILP-FAPESP | AGÊNCIA FAPESP

Imagem intitulada Big Ones Little Ones, criada por Ricardo Tranquilin a partir de tungstato de zinco (crédito: CDMF/divulgação)

Interface entre ciência e cultura será tema do próximo evento do Ciclo ILP-FAPESP

23 de setembro de 2022

Agência FAPESP – Projetos de pesquisa voltados para a área cultural estarão em destaque na próxima edição do Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação, que será realizada na segunda-feira (26/09), entre 15h e 17h15. Os estudos se valem de ferramentas das áreas de física e química para auxiliar no restauro de obras de arte ou na criação de novas formas de expressão artística, como a nanoarte.

Uma das palestrantes será Beatriz Mugayar Kühl, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Ela vai detalhar o uso do escaneamento a laser em 3D no Museu Paulista, reaberto no início do mês como parte das comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil. Além da USP, mantenedora do museu, o projeto envolveu a Universidade de Ferrara, da Itália. No evento, serão analisados os trabalhos desenvolvidos, seus resultados e as repercussões no projeto de restauração e expansão do edifício.

“Discutiremos o uso desse método de levantamento, suas particularidades, limites e potencialidades e faremos algumas considerações sobre a relação entre história, restauração e escaneamento”, adianta.

As técnicas analíticas aplicadas no restauro do quadro Independência ou Morte, o grande destaque do museu, serão detalhadas pela pesquisadora Márcia de Almeida Rizzutto, do Instituto de Física da USP. Essas metodologias permitiram identificar os pigmentos usados pelo pintor Pedro Américo e possibilitaram o estudo do processo criativo do artista.

“O uso das técnicas analíticas é amplo e permite estudar diferentes materiais, como pigmentos, metais e cerâmicas, entre outros”, diz. A parceria com os diferentes museus da USP e do Estado de São Paulo tem permitido estudar várias obras dos seus acervos.

O Museu de Arte Contemporânea da USP constituiu, entre 2018 e 2019, um laboratório de preservação digital que tem contribuído para a difusão de seu acervo e para o debate sobre o tema no país. Ana Gonçalves Magalhães, historiadora e curadora do museu, conta que com o advento das novas tecnologias e, mais recentemente, com as mídias digitais, os museus de arte têm lidado com modos de colecionismo de novas formas de arte.

“Há pelo menos 50 anos a emergência da videoarte fez com que os museus se dedicassem à preservação e divulgação de obras que se encontram hoje em suportes digitais”, diz. Desde então, as instituições buscaram especialistas no campo da tecnologia da informação para a gestão e exibição de seus acervos.

O pesquisador Ricardo Tranquilin, do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) –, estuda a nanoarte. Essa expressão artística recente tem origem na nanotecnologia.

“Ela utiliza imagens de materiais obtidos por intermédio de microscópios eletrônicos de alta precisão”, explica. Durante a sua palestra, ele mostrará como a utilização conjunta de ciência e de arte é capaz de transformar sistemas extremamente complexos em formas simples e proporcionar um melhor entendimento das origens dos materiais sintetizados em laboratório.

O Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação – Ciência, Tecnologia e Inovação na Cultura é organizado por meio de uma parceria entre o Instituto do Legislativo Paulista (ILP) e a FAPESP. As inscrições podem ser feitas pelo site do evento. A transmissão será pelo canal da Assembleia Legislativa de São Paulo no YouTube.

Os inscritos poderão enviar perguntas para o e-mail cicloilp@fapesp.br, que serão respondidas ao vivo pelos palestrantes no fim do evento.
 

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