Indicadores científicos
02 de maio de 2006

Unesp e Universidade de Granada, da Espanha, assinam convênio de cooperação que inclui o aumento da participação brasileira no Atlas da Ciência, projeto que reúne indicadores sobre artigos indexados em periódicos científicos de nove países

Indicadores científicos

Unesp e Universidade de Granada, da Espanha, assinam convênio de cooperação que inclui o aumento da participação brasileira no Atlas da Ciência, projeto que reúne indicadores sobre artigos indexados em periódicos científicos de nove países

02 de maio de 2006

 

Por Thiago Romero

Agência FAPESP - O Brasil, por meio da Universidade Estadual Paulista (Unesp), vai ampliar sua participação no projeto Atlas da Ciência, desenvolvido por cinco universidades espanholas, sob a coordenação do professor Félix de Moya Anegón, e que reúne dados sobre artigos indexados em periódicos científicos de nove países: Argentina, Chile, Venezuela, Colômbia, Cuba, México, Portugal, Espanha e Brasil. Esse é um dos principais tópicos do acordo assinado entre o reitor da Unesp, Marcos Macari, e o próprio Anegón, vice-reitor da Universidade de Granada, na Espanha.

"O Atlas disponibiliza indicadores de avaliação da ciência mundial em diferentes área do conhecimento. Isso vem sendo fundamental para aumentar a visibilidade internacional da produção científica brasileira", disse João Augusto Guimarães, coordenador da participação brasileira no projeto Atlas da Ciência e professor do Departamento de Ciência da Informação da Unesp, à Agência FAPESP.

O site do Atlas oferece uma série de gráficos sobre o processo de divulgação científica nesses países, por meio do volume de artigos publicados. A partir de agora, segundo Guimarães, uma equipe de pesquisadores está sendo formada para incluir indicadores sobre dissertações de mestrado e teses de doutorado produzidas nas três universidades públicas paulistas, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Unesp.

"O intuito é fazermos do Atlas um veículo de pesquisa que produza indicadores destinados às agências de fomento, no que diz respeito à análise das demandas de financiamento a teses e dissertações", explica Guimarães, chamando a atenção para o caráter acadêmico do Atlas da Ciência. Para ele, o projeto não tem nenhuma dimensão mercadológica e poderá também auxiliar a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na avaliação dos programas brasileiros de pós-graduação.

"Nossos ‘produtos’ serão vários números e estatísticas sobre teses e dissertações, livros, artigos e formação de novos grupos de pesquisa", conta Guimarães. O acesso às informações do site Atlas da Ciência é gratuito e aberto ao público.

Estimular o intercâmbio de docentes e alunos de pós-graduação, e promover a elaboração de projetos de pesquisa em conjunto na área de tecnologia da informação são outros importantes objetivos do acordo fechado entre brasileiros e espanhóis.

Mais informações: www.atlasofscience.net.


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