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A evolução recente do café brasileiro é destaque em Pesquisa FAPESP

Edição de junho também traz uma análise sobre os fatores associados ao desastre socioambiental no Rio Grande do Sul

A evolução recente do café brasileiro é destaque em Pesquisa FAPESP
Para os cafeicultores, a mudança de estratégia implica atenção incessante às técnicas de cultivo, ao beneficiamento e à adoção de equipamentos capazes de definir com mais precisão as características químicas e sensoriais dos grãos (foto: reprodução)

Agência FAPESP – A evolução do café brasileiro nos últimos anos é o tema em destaque na edição de junho de Pesquisa FAPESP. Invertendo a tendência consolidada nos anos 1960 pelo extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC), que enfatizava o aumento contínuo de produção para dar conta das vendas para outros países, agora a prioridade é a qualidade. Ditada pelas oportunidades de mercado e apoiada em trabalhos feitos em institutos de ensino e pesquisa, a reorientação vale principalmente para a espécie Coffea arabica (ou arábica), que ocupa 80% da área plantada no Brasil. De modo geral, ela tem menos cafeína, mais aroma, doçura e acidez que a outra espécie cultivada no país, C. canephora (ou canéfora), para a qual se busca ampliar tanto a qualidade quanto a produção.

Para os cafeicultores, a mudança de estratégia implica atenção incessante às técnicas de cultivo, ao beneficiamento e à adoção de equipamentos capazes de definir com mais precisão as características químicas e sensoriais dos grãos, resultando em preços mais altos que os das variedades comuns de cafeeiros. Para um grupo crescente de consumidores, a guinada aumenta o prazer de escolher entre os grãos que, cultivados e torrados de várias formas, resultam na bebida não alcoólica mais consumida no Brasil, depois da água.

A edição traz ainda uma análise sobre os fatores por trás do desastre socioambiental no Rio Grande do Sul, considerado o maior da história do país. O impacto das chuvas extremas foi ampliado pela geografia local e por falhas de prevenção, afirmam especialistas ouvidos pela reportagem.

A crise no sistema brasileiro de pós-graduação é outro tema tratado este mês. Segundo a reportagem, o número de estudantes titulados cresceu sem parar por mais de três décadas, atingindo um pico de 24,4 mil doutores e 70,1 mil mestres em 2019. Mas esse fôlego arrefeceu na pandemia, com o fechamento de laboratórios e o adiamento de projetos. Passada a emergência sanitária, a crise permaneceu. Há entraves para retomar o ritmo anterior: em 2022, o contingente de formados ainda estava 13% abaixo do de 2019. Em várias áreas do conhecimento, menos candidatos se dispõem a pleitear as vagas dos programas. Universidades e governo avaliam mudanças nos cursos de mestrado e doutorado.

O entrevistado de junho é Antonio Bianco, médico brasileiro radicado nos Estados Unidos e especialista em doenças da tireoide. Ele conta como descobriu que a terapia hormonal atual poderia falhar e propôs uma correção em seu uso.

A edição traz ainda reportagens sobre o legado do físico César Lattes; o crescimento de candidaturas coletivas no Legislativo; e os artistas gráficos que criaram a linguagem visual do livro moderno no país.

Esses e outros conteúdos podem ser acessados gratuitamente em: https://mailchi.mp/fapesp/o-sabor-do-cafe.
 

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