Agência FAPESP

Hernan Chaimovich é premiado pela Academia Mundial de Ciências

Membro da coordenação adjunta da FAPESP recebe homenagem por ações em diplomacia científica

Hernan Chaimovich é premiado pela Academia Mundial de Ciências
Membro da coordenação adjunta da FAPESP recebe homenagem por ações em diplomacia científica (foto: Eduardo Cesar / FAPESP)

Maria Fernanda Ziegler  |  Agência FAPESP – O professor Hernan Chaimovich, coordenador adjunto de Programas Especiais e Colaborações em Pesquisa da FAPESP, foi vencedor do Prêmio de Diplomacia Científica 2018 da Parceria Regional para América Latina e Caribe da Academia Mundial de Ciências (TWAS-Lacrep).

O prêmio é concedido a cada quatro anos para pesquisadores ou grupos de pesquisadores de destaque nas quatro regionais da TWAS. Os temas variam a cada premiação.

“Quando duas pessoas pensam juntas, o resultado não é apenas a soma, mas a multiplicação. O impacto de um trabalho publicado por um autor brasileiro em colaboração com um autor chileno, por exemplo, é multiplicado para os dois lados. E isso ocorre independentemente de quais países participam da colaboração”, disse Chaimovich.

Durante sua carreira acadêmica, ao ocupar posições executivas tanto no Brasil como no exterior, diplomacia científica – usar a ciência para melhorar as relações internacionais – foi um aspecto central da estratégia de Chaimovich.

No Brasil, essas ações do professor emérito do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQUSP) incluem a internacionalização da USP e a expansão das relações científicas entre o Brasil e outros países das Américas.

Chaimovich foi vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), onde estimulou as relações internacionais especialmente na América Latina e Caribe, assim como na África.

“Sempre tentei ampliar a colaboração internacional. Além disso, participei ativamente durante muito tempo de discussões sobre temas de importância global, como biossegurança ou diplomacia cientifica”, disse.

Como presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entre 2015 e 2016, Chaimovich foi uma das lideranças para a criação de uma rede nacional e internacional de apoio financeiro e intercâmbio de conhecimento para o enfrentamento da recente epidemia de zika.

Bioquímico (1962) e professor extraordinário de Bioquímica (1968) pela Universidade do Chile, Chaimovich é doutor em Ciências – Bioquímica (1979), livre-docente (1979), professor adjunto (1980) e professor titular de Bioquímica (1984) do IQUSP.

Foi presidente da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (1994-1995), chefe do Departamento de Bioquímica do IQUSP (1985-1989, 1994-1996), coordenador do Curso de Ciências Moleculares da USP (1990-1994), pró-reitor de Pesquisa da USP (1997-2001) e diretor do IQUSP (2002-2006).

Foi também vice-presidente do International Council for Science (ICSU) e presidente da Rede Interamericana de Academias de Ciências (Ianas).

“A Ianas tem sido imensamente efetiva nas Américas, desde o Chile até o Canadá. São programas de educação de ciência, mulheres na ciência, além do problema de água e energia nas Américas. Essa organização consegue que especialistas dos países que têm academias associadas estudem juntos e proponham soluções que geram políticas públicas para combater problemas essenciais”, disse.

A TWAS foi fundada em 1983 por um grupo de cientistas de países em desenvolvimento, sob a liderança de Abdus Salam, físico paquistanês vencedor do Nobel de Física de 1979. Na época, antes da queda do muro de Berlim, a academia nascia com o nome de Third World Academy of Sciences. Em 2013, o nome da instituição mudou para The World Academy of Sciences for the advancement of science in developing countries. O objetivo sempre foi o mesmo: de que nações em desenvolvimento possam construir conhecimento e habilidades para superar desafios como fome, doença e miséria.
 

  Republicar
 

Republicar

A Agência FAPESP licencia notícias via Creative Commons (CC-BY-NC-ND) para que possam ser republicadas gratuitamente e de forma simples por outros veículos digitais ou impressos. A Agência FAPESP deve ser creditada como a fonte do conteúdo que está sendo republicado e o nome do repórter (quando houver) deve ser atribuído. O uso do botão HMTL abaixo permite o atendimento a essas normas, detalhadas na Política de Republicação Digital FAPESP.