Pesquisadores encontram na Austrália estromatólitos com 3,4 bilhões de anos (foto: Abigail Allwood)

Fósseis de 3,4 bilhões de anos
08 de junho de 2006

Estudo na revista Nature descreve aqueles que seriam os seres vivos mais antigos da Terra. Os polêmicos estromatólitos foram identificados na Austrália

Fósseis de 3,4 bilhões de anos

Estudo na revista Nature descreve aqueles que seriam os seres vivos mais antigos da Terra. Os polêmicos estromatólitos foram identificados na Austrália

08 de junho de 2006

Pesquisadores encontram na Austrália estromatólitos com 3,4 bilhões de anos (foto: Abigail Allwood)

 

Agência FAPESP - Grandes cones rochosos, parecidos com casquinhas de sorvete, viradas de cabeça para baixo em uma área com cerca de 10 quilômetros no oeste da Austrália. Essas estranhas formações, conhecidas pelo nome de estromatólitos, podem ser a evidência mais antiga de vida sobre a face da Terra.

Em artigo publicado na edição desta quinta-feira (8/6) da revista Nature, Abigail Allwood, do Centro Australiano de Astrobiologia, e colaboradores afirmam que as estruturas estudadas por eles têm 3,5 bilhões de anos. Ou seja, teriam surgido cerca de 1 bilhão de anos após a origem do planeta.

Essas estruturas estão em uma região que esteve submersa, em área sobre influência das marés, como onde hoje se encontram, por exemplo, os recifes de coral.

Ao lado da idade dos estromatólitos, a pesquisa levantou outro ponto que tem causado bastante polêmica: se tais estruturas foram ou não suporte para formas de vida. Segundo os autores do estudo, os sedimentos depositados em formatos cônicos seriam complexos demais para terem sido formados como os minerais. Para eles, teriam sido sintetizados por microrganismos.

Segundo Santley Awramik, da Universidade de Califórnia em Santa Bárbara nos Estados Unidos, o artigo do grupo australiano não deixa mais dúvidas. Awramik, que assina um comentário na mesma edição sobre a descoberta, afirma que não existem motivos para que a palavra estromatólitos continue sendo acompanhada por ressalvas nos diversos textos acadêmicos em que é usada.

"Estromatólitos têm origem microbiológica? Sim, é a resposta que mais uma vez emerge", disse o pesquisador norte-americano.

O artigo Stromatolite reef from the early Archaean era of Australia pode ser lido por assinantes da Nature no endereço www.nature.com.


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