Física para reduzir impactos ambientais
19 de junho de 2006

Livro de pesquisador do Ipen mostra como a física pode auxiliar a enfrentar problemas ambientais. El Niño, buraco de ozônio, efeitos dos raios ultravioleta, crises energéticas e Chernobyl ilustram o assunto

Física para reduzir impactos ambientais

Livro de pesquisador do Ipen mostra como a física pode auxiliar a enfrentar problemas ambientais. El Niño, buraco de ozônio, efeitos dos raios ultravioleta, crises energéticas e Chernobyl ilustram o assunto

19 de junho de 2006

 

Por Thiago Romero

Agência FAPESP - A física tem grande potencial para fazer diferença na análise, prevenção e redução de problemas ambientais. Como o próprio título sugere, o livro Meio Ambiente & Física se propõe a mostrar as implicações da convergência dessas duas áreas.

"A idéia não é apresentar a física por meio de cálculos matemáticos e sim mostrar que um dos grandes desafios dessa ciência é criar alternativas tecnológicas que sejam capazes de conter impactos ambientais", disse o autor, o físico Eduardo Landulfo, do Centro de Lasers e Aplicações do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), à Agência FAPESP.

A publicação, que integra a série Meio Ambiente da Editora Senac São Paulo, começa com uma abordagem histórica das primeiras associações entre as áreas. Como no fim do século 19, quando o sueco Svante Arrhenius identificou o primeiro mecanismo do efeito estufa e previu o aquecimento global. "Foi a primeira vez que a física teve instrumentos para começar a entender o meio ambiente", conta Landulfo.

Para ilustrar o assunto são apresentados estudos de caso com base em fatores como o fenômeno climático El Niño, o buraco na camada de ozônio, o efeito dos raios ultravioleta, crises energéticas, oscilação na temperatura do Oceano Pacífico e até uma análise de Chernobyl.

"Apesar de ter sido um acidente nuclear, Chernobyl é um bom exemplo de como conhecer os fenômenos destrutivos da física é essencial para a criação de novos mecanismos de proteção dos ecossistemas", explica Landulfo.

O livro procura também refletir sobre como o estreito laço entre as duas áreas é hoje tão importante a ponto de algumas universidades terem adotado a união das duas na disciplina física do meio ambiente.

O autor ressalta que, para entender os fenômenos naturais, outras áreas do conhecimento precisam ser exploradas, como geografia, meteorologia, biologia e química. "O meio ambiente é totalmente interdisciplinar e apenas um método científico não é suficiente para compreender a realidade", afirma.

A série Meio Ambiente inclui ainda os títulos Meio Ambiente & Biologia, Meio Ambiente & Epidemias, Meio Ambiente & Geologia, Meio Ambiente & Desenvolvimento, Meio Ambiente & Antropologia e Meio Ambiente & Paisagem.

Mais informações: www.editorasenacsp.com.br


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