Figos carbonizados foram encontrados em uma escavação arqueológica, estocados em uma construção de cerca de 11,4 mil anos

Figos domesticados
02 de junho de 2006

Estudo publicado na Science defende a tese de que o cultivo de frutos era dominado pelo homem há 11,4 mil anos, muito antes do que se imaginava até agora

Figos domesticados

Estudo publicado na Science defende a tese de que o cultivo de frutos era dominado pelo homem há 11,4 mil anos, muito antes do que se imaginava até agora

02 de junho de 2006

Figos carbonizados foram encontrados em uma escavação arqueológica, estocados em uma construção de cerca de 11,4 mil anos

 

Agência FAPESP - O cultivo de figos no Vale do Rio Jordão, fronteira entre Israel e Jordânia, marca uma das mais antigas formas de agricultura. Segundo estudo publicado na edição desta sexta-feira (2/6) da revista Science, o fruto pode ter sido o primeiro cultivado pelo homem.

Figos carbonizados (Ficus carica) foram encontrados em uma escavação arqueológica, estocados em uma construção de cerca de 11,4 mil anos. Segundo os pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unigos, e da Universidade Bar-Ilan, em Israel, a certeza de que se tratavam de frutos oriundos de árvores plantadas está na ausência de sementes em todos eles.

Plantas com desenvolvimento partenocárpico, sem sementes, são raras na natureza. Portanto, os cientistas acreditam que algumas delas foram identificadas pelos agricultores daquele tempo e, posteriormente, mudas foram cultivadas em uma mesma área.

Frutos decorrentes de um processo de desenvolvimento sem a necessidade de polinização são bastante cobiçados até hoje. Além da ausência de sementes, eles costumam ser mais macios e apresentar maior concentração de açúcar. Portanto, são mais agradáveis ao paladar médio dos consumidores.

Os pesquisadores acreditavam, com base na literatura científica, que as primeiras figueiras teriam sido dominadas pelo homem há apenas 6,5 mil anos, também no Oriente Médio.

O artigo Early domesticated fig in the Jordan Valley, de M. E. Kislev, A. Hartmann e O. Bar-Yosef, pode ser lido, por assinantes, no site da revista Science em www.sciencemag.org.


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