O experimento sob responsabilidade do CenPRA envolve a interação de proteínas que, em insetos, gera luminosidade para novos medicamentos (foto: divulgação)

Experimentos espaciais são avaliados
24 de janeiro de 2006

Técnicos russos se reúnem com pesquisadores do Inpe e do Instituto de Aeronáutica e Espaço para avaliar os experimentos que o astronauta Marcos Pontes levará para ISS

Experimentos espaciais são avaliados

Técnicos russos se reúnem com pesquisadores do Inpe e do Instituto de Aeronáutica e Espaço para avaliar os experimentos que o astronauta Marcos Pontes levará para ISS

24 de janeiro de 2006

O experimento sob responsabilidade do CenPRA envolve a interação de proteínas que, em insetos, gera luminosidade para novos medicamentos (foto: divulgação)

 

Agência FAPESP - Uma comitiva russa está em São José dos Campos (SP), no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), para avaliar os experimentos que o astronauta Marcos César Pontes levará para a Estação Espacial Internacional (ISS).

Inicialmente previsto para o dia 22 de março, o lançamento da nave Soyuz TMA-8, que levará Pontes à ISS, foi adiado para o dia 30 do mesmo mês, por razões técnicas.

Os técnicos da Agência Espacial Russa (Roscosmos) estarão reunidos até sexta-feira (27/1) com os pesquisadores brasileiros responsáveis pelos experimentos, do Inpe e do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). A reunião é promovida pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

Segundo o Inpe, no encontro, que começou no dia 23, serão realizadas reuniões técnicas e atividades no Laboratório de Integração e Testes, a fim de averiguar a segurança dos experimentos. O último dia será dedicado à revisão dos trabalhos.

Para assegurar que os experimentos não causarão danos aos astronautas durante a viagem na Soyuz nem à tripulação na Estação Espacial, serão checadas questões como a toxicidade de materiais e sua resistência à vibração.

Após a realização dos testes e aprovação dos estudos, os pesquisadores responsáveis realizarão, em data a ser fixada, um encontro técnico com o tenente-coronel Pontes para recebimento das instruções de como manuseá-los na ISS.

Os nove experimentos selecionados pela AEB compreendem as áreas de nanotecnologia, biotecnologia, controle térmico de equipamentos espaciais e agricultura e fazem parte de uma iniciativa do Programa Microgravidade, que disponibiliza o ambiente de gravidade zero para estudos da comunidade científica.

À frente das pesquisas estão o Inpe, o Centro Universitário da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Centro de Pesquisas Renato Archer (CenPRA), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A FEI estudará a influência da gravidade zero em enzimas, com vistas a aplicações na indústria química, de alimentos e farmacêutica. A Uerj e o Inpe pretendem avaliar a influência da radiação no DNA de bactérias e a UFSC desenvolver e aperfeiçoar mecanismos para controle da temperatura interna de satélites.

O experimento sob responsabilidade do CenPRA envolve a interação de proteínas que, em insetos, gera luminosidade, para novos medicamentos e usos em saúde pública na detecção de elementos patogênicos. O da UFPE consiste na fabricação de novos materiais a partir da análise atômica de amostras com nanopartículas de prata e o da Embrapa envolve processos básicos relacionados a plantas a partir de sementes de uma espécie nativa do Cerrado.

Também comporão a carga científica dois experimentos escolares, desenvolvidos em São José dos Campos, o que deverá mobilizar os estudantes da região do Vale do Paraíba. Um deles estudará o efeito da microgravidade no crescimento de sementes de feijão e o outro analisará a cromatografia da clorofila, a partir de um extrato de folhas de couve.

Mais informações: www.inpe.br e www.aeb.gov.br


  Republicar
 

Republicar

A Agência FAPESP licencia notícias via Creative Commons (CC-BY-NC-ND) para que possam ser republicadas gratuitamente e de forma simples por outros veículos digitais ou impressos. A Agência FAPESP deve ser creditada como a fonte do conteúdo que está sendo republicado e o nome do repórter (quando houver) deve ser atribuído. O uso do botão HMTL abaixo permite o atendimento a essas normas, detalhadas na Política de Republicação Digital FAPESP.